PF e PGR vão cruzar proposta de delação de Vorcaro com provas colhidas no celular dele Negociação ainda não avançou para tempo de pena nem valores de ressarcimento Brasília|Do R7, com Estadão Conteúdo LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA Produzido pela Ri7a – a Inteligência Artificial do R7 Os investigadores da Polícia Federal e da PGR (Procuradoria-Geral da República) vão cruzar as informações da proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro com as provas já colhidas no celular do banqueiro e em outras frentes de apuração da Operação Compliance Zero, para verificar se ele apresentou fatos novos em seu relato.
Esse vai ser o primeiro passo a ser tomado após a entrega da proposta de delação.
Ainda não foram colocados na mesa assuntos como tempo de pena ou valores de ressarcimento.
🔍 Detalhes Importantes
A defesa do banqueiro entregou aos investigadores um documento contendo um conjunto de temas a serem abordados na delação premiada, os chamados “anexos”.
Cada um dos anexos trata de um fato diferente e apresenta um relato resumido do que Daniel Vorcaro tem a dizer sobre o assunto, acompanhado da descrição de possíveis meios de prova.
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🌍 Contexto e Relevância
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Esses fatos serão cruzados com todo o conjunto de provas já obtido na Operação Compliance Zero, para verificar se as informações são inéditas e justificam uma colaboração premiada.
Não há um prazo para que esse trabalho termine, mas os investigadores vão dar prioridade a essa análise e não querem que o processo demore excessivamente.
Foi com base no celular de Vorcaro que a PF deflagrou as duas últimas fases da Operação Compliance Zero, resultando na segunda prisão do banqueiro e na prisão do ex-presidente do BRB (Banco Regional de Brasília) Paulo Henrique Costa.
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Os diálogos mostraram, por exemplo, que Vorcaro usava uma espécie de milícia armada para ameaçar adversários, tinha meios de invadir sistemas de órgãos de investigação e acertou o pagamento de R$ 146 milhões em imóveis para Paulo Henrique Costa.
Nesse estágio, a proposta de delação ainda não é acompanhada de documentos de corroboração nem envolve discussão sobre tempo de pena ou valores de ressarcimento.
Ao final dessa primeira análise, a PF e a PGR vão responder se têm interesse em um acordo de colaboração premiada do dono do Banco Master ou se rejeitam o acordo.
Caso os investigadores considerem que os fatos são realmente inéditos e decidam dar prosseguimento à delação, a mesa de negociação será aberta para tratar dessas cláusulas do acordo.
Depois que os dois lados chegarem a um consenso, os investigadores vão tomar os depoimentos de Vorcaro sobre cada um dos anexos.
Além disso, sua defesa deve entregar documentos e provas de corroboração.
Com tudo isso alinhado, o acordo de colaboração premiada pode ser assinado e enviado ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça, a quem cabe dar a chancela jurídica ao documento.
O acordo só surte efeitos e tem validade após a homologação do ministro.
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Fonte: R7 Notícias
06/05/2026 21:53











