Pensa Povo
terça-feira, maio 5, 2026
  • MUNDO
  • ESPORTE
  • ECONOMIA
  • POLÍTICA
  • ENTRETENIMENTO
  • JUSTIÇA
  • CURSOS
  • EMPREGOS
No Result
View All Result
  • MUNDO
  • ESPORTE
  • ECONOMIA
  • POLÍTICA
  • ENTRETENIMENTO
  • JUSTIÇA
  • CURSOS
  • EMPREGOS
No Result
View All Result
Pensa Povo

Editorial: As mudanças corrigem excessos, preenchem lacunas e criam dispositivos que fortalecem o marco legal

13 de dezembro de 2025
in Segurança
Home Segurança
0
SHARES
Share on FacebookShare on Twitter

O Projeto de Lei Antifacção (5.582/25) que a Câmara recebe de volta do Senado é melhor do que o que ela entregou.

O texto original tinha méritos, fechou lacunas da Lei das Organizações Criminosas e endureceu penas para líderes e financiadores.

RELATED POSTS

Casa Branca confirma encontro de Trump com Lula nesta quinta (7/5). Vídeo

Após crise com Ramagem, chefão da PF acompanha Lula aos EUA

Mas era vulnerável no ponto estrutural: a arquitetura institucional para enfrentar grupos que já operam como máfias transnacionais, com capilaridade econômica, territorial e política.

A revisão dos senadores não chegou a anular totalmente essas fragilidades, mas corrigiu excessos, eliminou riscos jurídicos e conferiu coerência técnica ao conjunto.

📊 Fatos e Dados

Uma mudança relevante foi substituir o tipo de “domínio social estruturado” por uma definição mais precisa de “facção criminosa”.

A intenção original – enquadrar o poder territorial – era correta, mas o dispositivo convivia com incertezas interpretativas e tensões com a legislação vigente.

A nova redação preserva o objetivo, com maior clareza conceitual e menor risco de conflito com o Código Penal e a Lei das Organizações Criminosas, reduzindo a insegurança jurídica que inevitavelmente seria explorada pelas defesas dos criminosos.

Também foram aprimorados avanços centrais da Câmara: penas mais duras e escalonadas para chefes e financiadores das facções, enquadramento adequado das milícias, agravantes proporcionais para crimes de integrantes de facção e instrumentos mais robustos para rastrear, bloquear e asfixiar fluxos financeiros criminosos.

🌍 Contexto e Relevância

O Senado acertou ao rejeitar novas tentativas de equiparação das facções ao terrorismo.

Não se reduzem os riscos ao País com atalhos conceituais: terrorismo exige motivação política ou ideológica; facções brasileiras movem-se por lucro.

Ao evitar esse desvio, o Senado protege o sistema jurídico de contradições perigosas e bloqueia aventuras interpretativas que poderiam justificar excessos, incluindo riscos à soberania nacional.

Duas inovações institucionais merecem atenção.

O primeiro é a criação do Banco Nacional de Organizações Criminosas, que inaugura um esforço – ainda incipiente – de integração de dados entre União e Estados.

Não se enfrentam máfias com mais de 1.500 agências atuando de forma isolada e com métodos incompatíveis.

O segundo é a vinculação de receitas das bets ao Fundo Nacional de Segurança Pública.

Sozinha, a medida não resolve a desorganização federativa, mas cria fonte estável de financiamento e dá fôlego aos Estados que hoje sustentam, quase isoladamente, o enfrentamento cotidiano às facções.

É um gesto de realismo fiscal raro num tema habitualmente capturado por retórica vazia.

Mas limites persistem.

📊 Informação Complementar

Ao atribuir à Polícia Federal a coordenação das forças integradas, o projeto concentra poder em uma única instituição.

Sem uma autoridade nacional antimáfia – independente, técnica e blindada – a cooperação federativa seguirá vulnerável a disputas corporativas e à volatilidade política.

A Itália só virou o jogo contra Cosa Nostra quando criou estruturas permanentes capazes de integrar inteligência, investigação e repressão com autonomia.

O Brasil continua sem isso.

Persistem também tensões normativas entre o novo texto e a legislação vigente.

Embora mitigadas, elas podem gerar interpretações divergentes e contenciosos que favorecem a impunidade, exatamente o que especialistas alertam há anos: onde o Estado vacila, o crime avança.

Há, ainda, uma lacuna relevante: o País não decidiu se enfrenta criminosos comuns ou estruturas paramilitares que exercem soberania de facto.

Essa indefinição limita a precisão das políticas públicas e impede que o arcabouço jurídico acompanhe a escalada bélica e territorial das facções – um ponto que o projeto toca apenas lateralmente.

O Senado entregou um texto melhor, mais claro e mais funcional.

A ser aprovado e sancionado, o Brasil terá uma lei razoável, mas ainda não uma estratégia nacional consistente.

E enquanto combater máfias e narcomilícias com ferramentas desenhadas para crimes comuns, o Estado corre o risco de seguir um passo atrás de organizações que, em várias regiões, já acumulam recursos, logística e controle territorial capazes de desafiar sua autoridade.


Fonte: estadao

13/12/2025 13:12

ShareTweet

Related Posts

Casa Branca confirma encontro de Trump com Lula nesta quinta (7/5). Vídeo

by Iago
5 de maio de 2026

Casa Branca confirma encontro de Trump com Lula nesta quinta (7/5). Vídeo Encontro entre Trump e Lula deve tratar de...

Após crise com Ramagem, chefão da PF acompanha Lula aos EUA

by Iago
5 de maio de 2026

Milena TeixeiraColunas Após crise com Ramagem, chefão da PF acompanha Lula aos EUA Presidente Lula viajará aos Estados Unidos acompanhado...

Lula vai ter duas derrotas em uma semana?

by Iago
28 de abril de 2026

O maior adversário da derrubada do veto do presidente Lula ao PL da Dosimetria, feito sob encomenda para favorecer Jair...

PF investiga aporte milionário de município paulista no Banco Master

by Iago
23 de abril de 2026

PF investiga aporte milionário de município paulista no Banco Master PF cumpre mandados nesta quinta (23/4) no âmbito de operação...

Itamaraty: governo Trump não seguiu “boa prática diplomática” em expulsão de delegado da PF

by Iago
22 de abril de 2026

Itamaraty: EUA não seguiu “boa prática diplomática” com delegado da PF Itamaraty diz que decisão do governo dos Estados Unidos...

Next Post

Académico de Viseu 'atropela' Farense e pressiona nos lugares de subida

Académico de Viseu 'atropela' Farense e pressiona nos lugares de subida

TRENDING

SAÚDE

‘Experiência mais traumática da minha vida’, diz Thales Bretas sobre cinco anos sem Paulo Gustavo

5 de maio de 2026
SAÚDE

Prazo do Estado termina e mudança da Farmácia de Alto Custo em Mogi segue indefinida

5 de maio de 2026
Internacional

Trump diz que vai suspender operação militar no Estreito de Ormuz

5 de maio de 2026
SAÚDE

X na palma da mão salva mulher em SP. Não fique indiferente a esse apelo

5 de maio de 2026
SAÚDE

Pubs fecham no Reino Unido por impostos e queda no consumo; entenda

5 de maio de 2026
PHP Code Snippets Powered By : XYZScripts.com
No Result
View All Result
  • Inicio
  • POLÍTICA
  • MUNDO
  • TECNOLOGIA
  • SAÚDE
  • ECONOMIA
  • ENTRETENIMENTO
  • SEGURANÇA
  • JUSTIÇA
  • Carnaval
  • VIDA E ESTILO

© 2024 Pensa Povo.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a utilizar este site, você está dando consentimento para o uso de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.