Grande AngularColunas Veja mensagens do pai de Vorcaro e policial federal investigado Decisão do STF reproduz diálogos atribuídos a Henrique Vorcaro e policial federal aposentado investigado pela PF atualizado Compartilhar notícia A decisão do ministro André Mendonça (STF) que autorizou a 6ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira (14/5), reproduz diálogos e mensagens atribuídos a Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, e ao policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva, apontado como “demandante, beneficiário e operador financeiro” do núcleo chamado “A Turma”.
Segundo a decisão, “as conversas extraídas do celular de Marilson Roseno indicam que Henrique permaneceu solicitando serviços ilícitos e providenciando recursos para a manutenção do grupo”.
O despacho reproduz mensagens relacionadas a repasses financeiros investigados pela PF.
🧠 Especialistas Analisam metrópoles
Em um dos trechos, Marilson pede para Henrique não o deixar “à deriva”, afirma estar “segurando uma manada de búfalo” e cobra pagamentos.
De acordo com a decisão, Henrique respondeu que receberia recursos “na quinta ou na sexta-feira” e que, assim que isso ocorresse, enviaria “imediatamente” “400”.
Marilson rebateu afirmando que o ideal seria “800k”.
📌 Pontos Principais
Outro diálogo reproduzido no despacho trata da divisão mensal de valores atribuída ao grupo investigado.
Segundo a decisão, a mensagem foi enviada por Marilson a Henrique.
Veja:
“Ele manda o mensal e eu divido entre a turma.
🔄 Atualizações Recentes
Mando pra eles.
400 divido entre 6.
Os meninos mando 75 pra cada, o meu.
O DCM e mais dois editores.
É este o mensal.
Ele manda 1 e, quando você manda bônus, eu divido entre os meninos e a turma”.
O despacho também reproduz trecho em que Marilson cobra a regularização dos pagamentos e afirma que estavam “no aguardo”.
No mesmo contexto, segundo o despacho, Henrique respondeu que “hoje, tá ao contrário”, porque ele próprio estaria precisando dos serviços do grupo.
📊 Informação Complementar
Segundo o ministro, os diálogos “evidenciam uma relação estável de troca: Henrique financiava o grupo e, em contrapartida, utilizava-se de seus serviços ilícitos”.
O despacho também cita que as conversas entre Henrique e Marilson “foram deletadas do aparelho do policial aposentado”.
Segundo a decisão, a PF também identificou troca frequente de números telefônicos e uso de número estrangeiro registrado na Colômbia.
Em outro trecho, o magistrado afirma que Marilson acionou policiais para obter informações sobre investigação envolvendo Henrique Vorcaro.
Segundo o documento, Marilson informou a um agente que “um parceiro vai encontrar comigo aqui e vai trazer uma sucinta aqui”, anexando imagem de intimação dirigida a Henrique.
O despacho também menciona reunião reservada e contatos telefônicos entre investigados.
Segundo a decisão, o “cotejo entre mensagens, registros telefônicos e monitoramento externo” levou a PF à conclusão de que uma reunião realizada em março de 2026 envolvia “Marilson, Felipe Mourão, Henrique Vorcaro, Sebastião Monteiro e Manoel Mendes”.
Fonte: Metrópoles
14/05/2026 13:49











