Um estudo da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico do Rio (SMDE) estima que a instalação da tirolesa prevista para o Parque Bondinho Pão de Açúcar poderia movimentar cerca de R$ 107,8 milhões por ano na economia carioca.
O projeto prevê a ligação entre os morros do Pão de Açúcar e da Urca por meio de quatro linhas paralelas, em um percurso de 755 metros com vista panorâmica da cidade.
Atualmente, porém, a obra segue barrada por decisão da Justiça Federal.
🧠 Especialistas Analisam terra
Em março, a 20ª Vara Federal do Rio anulou os atos administrativos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional que autorizavam a implantação da atração.
A sentença apontou falhas como “motivação insuficiente” e ausência de amplo debate público sobre o projeto.
A decisão também proibiu qualquer avanço na instalação da tirolesa e determinou que a Companhia Caminho Aéreo Pão de Açúcar apresente um plano de recuperação da área impactada, com retirada de estruturas e resíduos, além de um Plano Diretor de Gestão da área concedida.
📊 Fatos e Dados
O juiz federal Paulo André Espírito Santo Manfredini também determinou o pagamento de R$ 30 milhões por danos morais coletivos ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos.
Potencial alto em atratividade O estudo da SMDE calcula que o novo equipamento turístico teria potencial para atrair 85 mil turistas adicionais ao Rio ou ampliar o tempo de permanência de visitantes na cidade.
A expectativa estimada pela prefeitura é de aproximadamente 200 mil usuários por ano, o equivalente a 10% do público anual do Bondinho.
🧠 Análise da Situação
Atualmente, o Parque Bondinho Pão de Açúcar recebe cerca de 2 milhões de visitantes por ano.
Desse total, 85% são turistas, sendo 40% brasileiros e 45% estrangeiros.
O levantamento considera que metade do público projetado para a tirolesa já visitaria o parque independentemente da nova atração, enquanto os outros 100 mil visitantes iriam motivados especificamente pela experiência.
Segundo a SMDE, cerca de 70% desses novos turistas permaneceriam um dia extra na cidade em função da atração.
Os demais fariam uma viagem ao Rio exclusivamente para conhecer o equipamento.
Para calcular o impacto econômico, a secretaria utilizou dados do estudo “Turismo no Rio de Janeiro: panorama recente dos principais indicadores”, produzido pelo Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (IFec RJ).
O levantamento considera gasto médio de R$ 1.862 por turista nacional e de R$ 3.657 por visitante internacional, em valores atualizados para dezembro de 2025.
Os cálculos incluem despesas com hospedagem, alimentação, transporte, combustível, lazer, telecomunicações e compras feitas durante a estadia na cidade.
A SMDE mantém um acordo de cooperação técnica com o IFec RJ para produção de estudos econômicos voltados ao turismo.
Fonte: Terra
20/05/2026 18:28










