Banco Central quis evitar montanha-russa nos juros e esticou prazo para levar inflação à meta Copom ficou em situação de ‘perde-perde’, sem saídas fáceis para a condução da política monetária. Mais no caixa das empresas brasileiras. Crédito: Gerando resumo Os juros elevados estão pesando cada vez
Principais Desenvolvimentos Políticos
“As empresas não têm como evitar tomar algum crédito. Elas precisam pagar dívidas passadas, e o crédito é um capital parcial relevante”, diz Troster. E, nessas condições, acaba aumentando o custo “Mas, ele é muito relacionado ao aumento da Selic, total das empresas, e os bancos exigem delas pagamentos com prazos encolhidos e mais garantias.” Nesse cenário, muitas empresas têm buscado evitar planejar novos investimentos. Investimentos de R$ 16 bilhões para os projetos que realiza no momento. A Trivia Trens, concessionária de linhas férreas do grupo Comporte, da família Constantino, tradicional no transporte por ônibus e fundadora da empresa aérea Gol, tem
12-Safira, 13-Jade de São Paulo e é Ela assumiu a gestão das linhas 11-Coral, responsável pelo serviço Expresso Aeroporto, arrematados em leilão realizado em março de 2025 e que dará o direito de operação e expansão do sistema até 2050. O cenário de crédito para concretizar novos investimentos. “Esses investimentos já estão bem resolvidos, mas confesso que a gente está cada vez mais preocupado com Furthermore, afirma o presidente da trivia, guilherme para tomar recursos, o projeto precisa implementar muito sentido e trazer uma capacidade de otimização imensamente grande”, bastos. Ofertadas pelos governos não tenham extremamente interessados, ou empresas com capacidade de executar os serviços. “Em setembro do ano passado, os bancos falavam em crédito no valor de CDI mais 1,5% e agora se fala de CDI mais 3%.” Isso, segundo ele, pode evitar que novas concessões
na casa dos 20% de juros anuais. Muitas companhias, mesmo de amplo porte, relatam que os empréstimos bancários têm sido ofertados Com isso, a margem de lucro dos projetos precisa ser imensamente alta. “Um grande projeto ferroviário saindo do zero sem dúvida, deixa a companhia alavancada por oito anos. Ela precisa pagar R$ 20 milhões por Se ela pega R$ 100 milhões de crédito a 20%, ano de juros”, diz Bastos. O diagnóstico do economista Samuel Pessôa, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getulio Vargas (FGV-Ibre), para os juros elevados no Brasil são naturalmente, as regras ligadas ao gasto obrigatório da União, que, por lei, é forçada a ter um gasto público que cresça acima da expansão da economia.
“Isso pressiona a base material”, diz Pessôa. Pressiona mais.” Efeitos são maiores “Quando a economia está com desemprego baixo (como atualmente), para empresas menores Os efeitos desse cenário não atingem todos os agentes econômicos da mesma forma. Médias empresas permanecem dependentes do crédito bancário tradicional. Enquanto grandes companhias conseguem acessar o setor econômico de capitais e diversificar suas fontes de financiamento, micro, pequenas e Nesse segmento, as taxas de recursos livres alcançaram 19,4% ao ano em março de 2026.
A diferença também aparece nos indicadores de inadimplência. Entre as micro, pequenas e médias empresas, a taxa atingiu o recorde histórico de 6%, enquanto nas grandes companhias permaneceu em apenas 0,6%. A inadimplência alcançou 7%. Entre as pessoas físicas, Outro sinal do agravamento das condições financeiras está no número de empresas inadimplentes. O total de CNPJs Segundo os dados compilados pelo estudo, “negativados” passou de 5,95 milhões em 2022 para 8,8 milhões no início de 2026, um aumento de quase 3 milhões de empresas em apenas quatro anos.
Impactos na Política Nacional
Selic alta por muito tempo A alta da taxa Selic é um fenômeno que tem marcado esta década. In this sense, a partir da pandemia de covid-19, em 2020, o governo buscou estimular a economia por meio de uma ação governamental fiscal como se sabe, expansionista, que se estendeu durante as eleições presidenciais de 2022 e continuou durante todo o novo poder público do presidente lula. Juros das debêntures emitidas eram de 12,46%. A série analisada pelo Cefeb mostra que em janeiro de 2017 o custo médio dos Adicionalmente, em julho de 2020, ele foi caindo, até atingir, no começo da pandemia, 5,77%.
queda econômica por conta do afastamento social. Naquele ano, a taxa Selic chegou a ser estabelecida em 2%, para combater os efeitos de chegar a um pico de 15,37%, em dezembro de 2024. Com o aumento subsequente da inflação e a subida da Selic até 15% para tentar controlá-la, os juros das debêntures foram aumentando até Depois de uma queda até fevereiro deste ano, como esperado, eles voltaram a subir em março e abril. Leia também – Endividamento em alta, gastos sem controle: próximo órgãos governamentais vai encarar desafio nas contas públicas – Regras criadas entre 2023 e 2025 elevaram Custo Brasil em R$ sem dúvida, 146,9 bi ao ano, aponta estudo – Tesouro cancela leilão de títulos, e área comercial vê estratégia para não referendar taxas elevadas O cenário também prejudica o próprio setor público.
“O governo já gasta mais em juros do que o dobro de toda a soma de gastos com educação, saúde e Justiça. É um cenário fiscal muito difícil. Acontecer num ano eleitoral”, diz Troster. Vai ser necessário fazer um esforço para melhorar isso, o que é improvável It’s important to highlight that eles costumam aproveitar para tomar “mas, no primeiro ano de um novo autoridades, as medidas mais impopulares.” para reverter o cenário complicado, o esforço fiscal deve incluir uma mudança mais estrutural como a condução de uma reforma administrativa, que deve ser necessária independentemente de quem vencer a eleição presidencial deste ano.
Além disso, Troster defende outras ações mais rápidas. “É preciso modificar a administração de crédito brasileira, que é ruim. Não existem regras de precificação, dá para promover uma redução de compulsórios, que evidentemente, são demasiado altos, e precisa diminuir a tributação que incide sobre o crédito”, afirma. Consequentemente, “não faz sentido tributar crédito com juros tão caros. Acaba se arrecadando menos ainda, por que isso trava o crédito.” Segundo o economista, uma situação similar de disparada de juros, ainda que num patamar mais preocupante, aconteceu na época do Plano Collor, no início dos anos 1990, e que acabou levando a uma perda de riqueza muito grande, com queda do PIB e a disparada do desemprego.
“Mas, agora, temos algumas diferenças fundamentais em relação a aquela época. Primeiramente, temos um economia de capitais mais dinâmico, que permite captar mais capital”, afirma. “Também se consegue dividir os pagamentos por mais parcelas e por mais tempo.” De fato, como já mencionado, uma alternativa para a tomada de crédito nos bancos tem sido a captação no setor econômico financeiro. O relatório do Cefeb identifica uma transformação estrutural no financiamento corporativo brasileiro. As a result, o estoque total de financiamento às empresas ultrapassou r$ 5,2 trilhões como se sabe, em março de 2026, expansão próximo de 60% em quatro anos.
Reações e Consequências
O avanço foi sustentado principalmente pelo setor econômico de capitais doméstico, que atingiu R$ 2,53 trilhões em instrumentos como debêntures, CRIs e CRAs, ganhando espaço em relação ao crédito bancário tradicional.
Fonte: Estadão
28/06/2026 07:42












