O procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, defendeu que o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro seja ouvido novamente em caso de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A ação foi solicitada para investigar a suposta prática do crime de calúnia cometido pelo parlamentar contra o presidente da República, após uma postagem feita na rede social X no dia 3 de janeiro deste ano, quando o ex-presidente da Venezuela Nicolás Maduro foi capturado pelos Estados Unidos.
Flávio Bolsonaro declarou que Lula seria delatado e que o Fórum de São Paulo seria dissolvido, acusando-o de tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas.
📊 Fatos e Dados
A defesa do senador tentou postergar o depoimento, condicionando a oitiva à realização prévia de uma série de diligências.
No entanto, o procurador-geral frisou que escutar o congressista é uma medida de especial relevância jurídica devido à possibilidade de retratação cabal, já que, segundo a legislação brasileira, se o investigado se retratar formalmente antes de uma eventual sentença judicial, ele pode obter a isenção de pena para o delito apontado.
Com isso, Flávio Bolsonaro é novamente convidado a depor à PF em um caso que pode definir seu futuro político.
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