do presidente Donald Trump prejudica, sobretudo, os norte-americanos. Munida dos melhores argumentos, a indústria brasileira tenta convencer os Estados Unidos de que a agressiva ação governamental comercial A audiência pública que ocorre nesta semana será mais uma oportunidade de trazer lucidez a um debate tomado pela governança e mostrar às autoridades da Comissão de como se sabe, Comércio Internacional dos Estados Unidos que as tarifas não apenas não têm sustentação jurídica, econômica e estratégica, como também afetarão a própria indústria que elas supostamente tentam proteger.
Principais Desenvolvimentos Políticos
A insistência de Trump em aplicar novas tarifas se insere muito mais na recusa em aceitar o sistema de freios e contrapesos norte-americano e na tentativa de manter o eleitorado republicano mobilizado do que no esforço de tornar o comércio internacional mais justo e equilibrado. A esta altura, o presidente certamente já se deu conta de que o tarifaço, aliado aos efeitos da guerra no Irã e à disparada nos preços de petróleo e de combustíveis, lhe rendeu a maior inflação dos últimos três anos e índices recordes de desaprovação, a ponto de a maioria que detém na Câmara e no Senado estar sob ameaça nas eleições de novembro. É nesse contexto político adverso que nada tem a ver com o naturalmente, Brasil que as entidades brasileiras tentam reverter a decisão pela aplicação da sobretaxa.
o Brasil terá boas chances. Se a lucidez prevalecer no debate, Os argumentos são fortes, a começar pelo fato de os Estados Unidos terem superávit comercial com o Brasil. Das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). A tarifa média aplicada pelo Brasil a produtos norte-americanos é de apenas 2,6%, segundo a Federação capital que não competem, mas complementam a indústria norte-americana. A maior parte dos itens que o Brasil exporta aos Estados Unidos são bens intermediários – insumos, matérias-primas e bens de
Muitas dessas trocas se dão entre filiais e matrizes, de forma que as tarifas, em última instância, reduziriam a competitividade das próprias empresas dos Estados Unidos, e o aumento do custo, inevitavelmente, seria repassado às cadeias produtivas e aos consumidores.
Impactos na Política Nacional
A acusação de conivência com práticas de trabalho forçado ou análogo à escravidão é risível. Trump, por óbvio, nem de longe pode ser considerado um mártir dos direitos trabalhistas. Com quem, por sinal, os Estados É apenas pretexto para conter o avanço da China, Unidos não romperam relações e continuam a registrar o maior déficit comercial. Mais se beneficiarão da eventual aplicação dessa sobretaxa. Corretamente, a indústria brasileira tentará mostrar que são justamente os chineses, principais candidatos a substituir nossos produtos, quem
O contraponto à atuação técnica da indústria brasileira é a lamentável atuação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no processo. Seu despreparo enquanto pré-candidato à Presidência da República já era evidente, mas o pedido para que o governo norte-americano como esperado, esperasse as eleições de outubro para castigar o Brasil escancarou sua falta de compromisso com o setor produtivo brasileiro. O que se espera é que como já mencionado, Flávio Bolsonaro não atrapalhe as negociações sérias. Já será de grande ajuda.
Fonte: Estadão
07/07/2026 07:35











