Curso gratuito do Sesc revela o papel da Amazônia no Modernismo Aulas online propõem uma revisão crítica do Modernismo no Brasil, destacando a Amazônia como eixo fundamental dessa transformação cultural Aulas online propõem uma revisão crítica do Modernismo no Brasil, destacando a Amazônia como eixo fundamental dessa transformação cultural A Semana de Arte Moderna de 1922 é frequentemente apontada como o ponto de origem do Modernismo brasileiro, tendo São Paulo como o principal polo modernista.
Mas, sabia que outras regiões do Brasil também impulsionaram a renovação estética e cultural do país?
É para falar sobre esse assunto que o Sesc São Paulo está lançando o curso online Amazônia e Modernismo: a revolução que vem da floresta.
🧠 Análise da Situação
Conduzida pelo professor e poeta Paulo Vieira, as aulas são gratuitas, com acesso ilimitado e disponibilidade permanente na plataforma Sesc Digital.
O novo curso apresenta uma revisão crítica do Modernismo no Brasil e revelando o protagonismo da Amazônia, seus autores e suas histórias como território fértil de criação, pensamento e ruptura.
Ao longo de cinco aulas, o curso convida o público a compreender como mitos, lendas, paisagens e experiências amazônicas, caboclas, indígenas e ribeirinhas atravessaram obras fundamentais da literatura brasileira, contribuindo para a construção de uma identidade nacional plural.
🌍 Contexto e Relevância
O conteúdo também evidencia que, em paralelo aos movimentos do Sudeste, autores do Norte produziam obras alinhadas ao Modernismo brasileiro.
Partindo do contexto histórico da região – do Brasil colônia ao ciclo da borracha e ao Modernismo na Amazônia -, o curso percorre a produção de escritores como Bruno de Menezes, Eneida de Moraes e Dalcídio Jurandir, além de estabelecer conexões com obras centrais como Macunaíma, de Mário de Andrade, e Cobra Norato, de Raul Bopp.
As aulas também mostram como a primeira fase modernista paraense influenciou autores posteriores, como Maria Lúcia Medeiros, Edyr Augusto e Max Martins.
🧠 Especialistas Analisam terra
Para Paulo Vieira, poeta, engenheiro florestal e professor da Universidade Federal do Pará (UFPA), o Modernismo brasileiro deve ser compreendido como uma rede de influências e trocas, e não como um movimento centralizado.
“A floresta não é cenário, mas força criadora.
É dela que emergem narrativas, imagens e modos de pensar que transformaram profundamente a literatura brasileira”, afirma.
As aulas foram gravadas na Amazônia, às margens do rio Xingu, reforçando a conexão entre território, cultura e produção literária.
A proposta do curso, segundo ele, é ampliar o repertório crítico e sensível dos participantes, conectando literatura, Amazônia e biodiversidade em uma abordagem acessível e interdisciplinar.
A cada aula, referências fundamentais do pensamento amazônico contribuem para aprofundar o debate, como Benedito Nunes e Vicente Salles.
O conteúdo é enriquecido por materiais complementares – entre artigos acadêmicos, dissertações e teses -, além de leituras dramatizadas e registros visuais que aproximam o público das paisagens e da biodiversidade da floresta, integrando palavra e experiência sensível.
Aberto a diferentes públicos, de leitores interessados a estudantes, professores e pesquisadores, o curso online sobre Amazônia e Modernismo não exige conhecimentos prévios.
📊 Informação Complementar
As aulas são acompanhadas por conteúdos adicionais que ampliam a reflexão e incentivam o aprofundamento nos estudos sobre o Modernismo brasileiro e suas múltiplas origens.
Com vagas ilimitadas, o curso é gratuito e assíncrono, permitindo que cada participante organize seu próprio ritmo de aprendizagem.
Ao final, o conteúdo sistematizado oferece um panorama crítico que reforça a proposta de revisão crítica do Modernismo no Brasil, destacando a Amazônia como elemento central na construção da cultura brasileira.
Não há emissão de certificado.
As inscrições gratuitas estão disponíveis em ead.sesc.digital.
Para mais informações, confira abaixo.
Paulo Vieira é poeta, engenheiro florestal, doutor em Literatura Brasileira pela Universidade de São Paulo (USP) e professor da Licenciatura em Educação do Campo da Universidade Federal do Pará (UFPA), no campus de Altamira, onde leciona desde 2016.
Autor de 15 livros entre poesia, contos, literatura infantojuvenil, romance e crítica literária, recebeu diversos prêmios e teve obras traduzidas para o espanhol e o francês.
Desenvolve uma prática pedagógica que entrelaça literatura, território e saberes da floresta, utilizando a palavra como instrumento de reflexão e defesa da Amazônia.
Curso EAD – Sesc São Paulo Educador: Paulo Vieira Formato: 5 videoaulas assíncronas, com materiais complementares Vagas: ilimitadas Plataforma: EAD Sesc Digital Classificação indicativa: Livre Inscrições e informações: ead.sesc.digital
Fonte: Terra
05/05/2026 12:11










