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Austrália mostra a Lula o caminho para fazer acordos com Trump

24 de outubro de 2025
in Brasil, ECONOMIA, Internacional
Home Brasil
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Você sabe o que são Terras raras e por que tem tanta gente graúda atrás delas?

Controle sobre a cadeia de suprimentos de minerais críticos e terras raras tornou-se uma questão estratégica para os EUA.

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Quando retornou à Casa Branca com seu projeto de levar os EUA a uma era dourada novamente, Donald Trump apostou numa guerra comercial contra aliados e rivais que tinha como principal objetivo enfraquecer a ascensão da China ao status de potência global.

Dentro da ótica trumpista, o imenso superávit comercial do gigante asiático é consequência direta do enfraquecimento industrial americano.

Esse dinheiro financia a modernização tecnológica e militar que vem ameaçando o status de Washington como potência hegemônica.

📊 Informação Complementar

Para corrigi-lo, dizem Trump e seus ideólogos, é preciso punir a China com tarifas pesadas.

Após idas e vindas no modo ‘Trump sempre pipoca’ (TACO, na sigla em inglês) retaliação mais dura de Pequim veio no começo deste mês, quando o Ministério do Comércio restringiu a exportações de terras raras e ímãs de alta performance para os Estados Unidos.

🌍 O Cenário Atual de estadao

Quem acompanha a coluna sabe que metais raros são cruciais para indústrias de ponta do século 21, principalmente na eletrificação da economia, na indústria de defesa e na construção de data centers de Inteligência Artificial.

Logo que assumiu o cargo, Trump manifestou um súbito interesse por esse tipo de mineral, até mesmo fazendo ameaças de anexação a países ricos em terras raras como o Canadá e a Groenlândia, e pressionando a Ucrânia para entregá-las em troca de ajuda militar.

Por mais que Trump não seja exatamente um amante da energia limpa e de carros elétricos, o presidente sabe que o complexo industrial-militar americano e o avanço da IA são extremamente dependentes deste tipo de matéria prima.

A expansão do PIB americano hoje, inclusive, se dá em parte graças aos investimentos em inteligência artificial.

Elementos como o neodímio, o gálio e outros são cruciais na construção de equipamentos de elite das Forças Armadas americanas como o caça F-35, submarinos nucleares Virgínia e Columbia, o drone Predador, sistemas de radares e bombas inteligentes.

Controle chinês
Hoje, a China controla 70% das minas mundiais de terras raras e 90% do refino desses minérios.

Pequim também detém 93% da produção de super-ímãs, que são o produto final dessa cadeia e cruciais tanto para fins civis quanto militares.

Esse monopólio, construído a partir dos anos 80, ocorre por duas razões: Apesar do nome, as terras raras são comuns na natureza.

E são baratas.

Além de baratas, seu refino é problemático do ponto de vista ambiental.

Na lógica do pós-guerra fria, em que interessava ao Ocidente incluir a China no mercado global, terceirizando as indústrias para a mão de obra barata e desregulamentada de Pequim, fazia sentido deixar que Pequim controlasse esse tipo de mercado.

Mas o jogo mudou.

Xi restringiu remessas de produtos contendo apenas 0,1% de terras raras de origem chinesa, bem como o uso de equipamentos e tecnologias chinesas de mineração e refino.

O sistema de licenciamento também controla tecnologias de baterias elétricas.

Trump ficou possesso.

Logo após a mudança de regras, ameaçou a China com tarifas de 100%.

Mas não há sinais de que Pequim vá retroceder.

Depois de meses falando grosso, a Casa Branca está tentando caminhos alternativos.

Leia também
O acordo entre EUA e Austrália
O principal deles foi adotado nesta semana, durante a visita do premiê australiano, Anthony Albanese, à Casa Branca.

Austrália e Estados Unidos fecharam um acordo de US$3 bilhões no investimento da cadeia de suprimento de terras raras.

O valor é relativamente pequeno, mas assim como tudo que envolve terras raras, a questão não é volume, mas estratégia.

Como a China tem praticamente o monopólio das cadeias de produção, Trump finalmente parece ter entendido que não adianta adotar uma posição imperialista sobre a questão, ameaçando anexar territórios e exigindo reservas minerais em troca de armas.

É necessário desenvolver uma indústria rival à da China.

Nesse aspecto, os australianos estão bem posicionados.

O país tem uma longa expertise na área da mineração, com empresas grandes presentes em diversas partes do mundo.

Especificamente quando se fala de terras raras, a Austrália é a principal alternativa à China.

No ano passado, o país atraiu 45% dos investimentos no setor, segundo o Centro para Estudos Estratégicos Internacionais (CSIS).

A Austrália é também o quarto maior produtor de terras raras e tem a quarta maior reserva do planeta desse tipo de minério.

Suas universidades são líderes no estudo desse tipo de mineral e empresas do país já começou a refinar óxido de disprósio – uma terra rara fundamental – em minas na Malásia.

A exploração desse material é também uma espécie de seguro contra a projeção de poder da China no Pacífico.

Pequim e Canberra são dois importantes parceiros comerciais, mas a relação é tensa.

Em parte por isso, a Austrália assinou ainda no governo Biden um acordo com os EUA e o Reino Unido para obter tecnologia para desenvolver submarinos nucleares, que serviriam como dissuasão para uma China cada vez mais agressiva nos mares do leste.

Após a assinatura do acordo de terras raras, Trump, que via a cessão de tecnologia para o submarino com ressalvas, passou a apoiá-la.

Brasil pode ter um papel na disputa por minerais críticos, diz diretor da Eurásia
Christopher Garman analisa a rivalidade entre Estados Unidos e China e a disputa por terras raras.

Crédito: Daniel Gateno
E o Brasil?

A aproximação entre Albanese e Trump serve de lição para o presidente Lula, que no domingo se encontra com o presidente americano na Malásia, ali no meio do caminho entre a Austrália e a China.

O Brasil é o segundo maior detentor de reservas de terras raras no planeta e o terceiro maior destino de investimentos no setor.

Ainda que o mercado seja pequeno, ele é estratégico.

Trump pode obter toda a terra rara do mundo.

Se ele não tiver onde refiná-la, não adianta nada.

E como a Austrália mostrou, esse tipo de recurso pode ser útil para obter influência sobre o volátil presidente americano.

Já que Lula e Trump falam tanto de química, é hora de olhar com carinho para a tabela periódica.


Fonte: estadao

24/10/2025 13:11

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