Um bilhão de pessoas vivem com obesidade no mundo – e a distribuição dessa crise de saúde está se tornando cada vez mais desigual.
Um estudo publicado na revista Nature mostra que o avanço da doença desacelerou e até se estabilizou em países desenvolvidos, enquanto segue crescendo de forma acelerada em nações de baixa e média renda, como o Brasil.
A pesquisa, conduzida pelo NCD Risk Factor Collaboration, analisou dados de mais de 230 milhões de pessoas reunidos em pouco mais de 4 mil estudos realizados entre 1980 e 2024, em diferentes partes do mundo.
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Os resultados apontam que países como Japão e Dinamarca registraram estabilização dos índices, enquanto Itália e Portugal já apresentam sinais de queda.
No outro extremo, Bangladesh, Moçambique e o Brasil seguem na contramão.
Entre os fatores que explicam essa diferença estão mudanças no padrão alimentar, o consumo crescente de ultraprocessados, o sedentarismo, a desigualdade social e diferentes níveis de políticas públicas de saúde.
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Em resumo: com menos dinheiro, a alimentação saudável, mais cara, cede espaço para os ultraprocessados, mais baratos e acessíveis.
No Brasil, mais de 50 milhões de pessoas convivem com algum grau de obesidade.
A empresária Juliana Coleman, de 43 anos, é uma das que decidiram enfrentar a doença sem medicamentos.
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Há quase três anos, ela passou a controlar a alimentação e praticar exercícios físicos regularmente.
O resultado foi 43 quilos a menos.
"Todos os dias você tem que ir contra a sua vontade.
Todos os dias você tem que ser forte o suficiente para recusar um alimento e ir à academia", conta.
Os especialistas afirmam que a combinação entre alimentação saudável e atividade física segue sendo a forma mais eficaz de emagrecer com saúde.
Mas reconhecem que, em casos em que o paciente não consegue avançar por esse caminho, outras alternativas precisam ser consideradas.
Entre as inovações disponíveis, as chamadas canetas emagrecedoras ganharam espaço como tratamento complementar.
E esse recurso deve se tornar mais acessível: a Anvisa publicou nesta terça-feira (27) o registro do Ozivy, primeira caneta de semaglutida sintética aprovada para comercialização no País.
O medicamento utiliza o mesmo princípio ativo do Ozempic, cuja patente expirou em 20 de março.
O pedido havia sido protocolado em 2023 e passou pelo processo técnico de comprovação de eficácia, segurança e qualidade exigido pelo órgão regulador.
O laboratório ainda não tem previsão de data para início das vendas, mas a estimativa é de redução de até 60% no preço.
Para o endocrinologista Sergio Maeda, da Escola Paulista de Medicina da Unifesp, a aprovação é um avanço, mas não resolve o problema central.
"É um ganho a gente ter uma queda de patente porque isso melhora preço, melhora acesso, mas ainda assim, a batalha de sempre é a mudança comportamental".
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Fonte: Band Notícias
27/05/2026 08:22











