Marco Rubio e Flávio Bolsonaro — Foto: Reprodução/Redes Sociais/@FlavioBolsonaro O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que se encontrou com o vice-presidente dos Estados Unidos, J.D.
Vance, e com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, nesta quarta-feira (27).
Flávio chegou aos EUA na segunda-feira (25).
A viagem foi articulada por Eduardo Bolsonaro junto à ala ideológica do governo Trump.
🧠 Análise da Situação
O senador, porém, afirma que viajou a Washington após receber um convite para ir à Casa Branca.
Segundo Flávio, durante o encontro com Rubio foi discutida a possibilidade de os Estados Unidos designarem as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
O senador afirmou que o secretário é favorável à medida.
Flávio disse acreditar ainda que a designação não avançou até agora porque o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teria pedido à Casa Branca que isso não acontecesse durante o atual governo.
🧠 Especialistas Analisam g1 / globo
Ainda de acordo com o senador, o encontro com Rubio durou cerca de 30 minutos.
Uma imagem da reunião com o secretário de Estado foi compartilhada por Paulo Figueiredo, aliado da família Bolsonaro, nas redes sociais.
Já na reunião com J.D.
Vance, segundo o senador, o vice-presidente levantou questões relacionadas à liberdade de expressão no Brasil.
Até a última atualização desta reportagem, imagens do encontro com Vance não haviam sido divulgadas.
Mais cedo, Flávio visitou o Departamento de Estado, onde foi recebido pelo vice-secretário Christopher Landau e pelo conselheiro do governo Trump para assuntos do Brasil, Darren Beattie.
Reunião com Trump O senador Flávio Bolsonaro ao lado do presidente Donald Trump na Casa Branca, em 26 de maio de 2026 — Foto: Reprodução Na terça-feira (26), Flávio se encontrou com o presidente Donald Trump na Casa Branca.
O senador disse que pediu ao norte-americano para que o governo dos Estados Unidos classifique o PCC e o CV como organizações terroristas.
“Pedi enfaticamente ao presidente Trump que designe o quanto antes o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras”, afirmou.
Segundo Flávio, Trump respondeu que irá analisar a classificação das facções brasileiras como grupos terroristas.
– Atualmente, o governo Lula defende que os EUA não classifiquem PCC e CV como grupos terroristas.
A avaliação no Palácio do Planalto é que a medida abriria margem para ações como uma intervenção militar no Brasil.
– Especialistas em segurança pública também argumentam que a legislação brasileira de combate a facções criminosas prevê penas mais duras do que a lei antiterrorismo.
O senador afirmou que prometeu a Trump incluir o Brasil no Escudo das Américas caso seja eleito.
A coalizão, criada pelos EUA com países latino-americanos, tem como foco o combate ao crime organizado e a interferências estrangeiras.
O parlamentar disse ainda que discutiu com Trump temas como tarifas e terras raras.
📊 Informação Complementar
Busca por agenda positiva
Com o encontro, Flávio Bolsonaro tentou desviar o foco da agenda negativa que atingiu a campanha nas últimas semanas, segundo o blog do Valdo Cruz.
A divulgação da proximidade do senador com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, afetou as intenções de voto de Flávio, de acordo com a mais recente pesquisa Datafolha.
Nas simulações de primeiro turno, o senador recuou de 35% para 31%, uma queda de quatro pontos percentuais.
Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, oscilou de 38% para 40%.
Com isso, a diferença entre os dois passou de três para nove pontos percentuais.
Nas simulações de segundo turno, Lula e Flávio apareciam empatados com 45%.
Na pesquisa mais recente, o petista foi a 47%, enquanto o senador recuou para 43%, abrindo uma vantagem de quatro pontos percentuais.
Fonte: G1 / Globo
27/05/2026 21:44











