para ouvir argumentos técnicos contra a adoção de tarifas americanas a produtos brasileiros. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, transformou em comício a audiência promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) Flávio Bolsonaro envergonhou os brasileiros Em vez de defender o Brasil com ponderações adequadas àquele fórum, ao usar os poucos minutos que tinha para atacar seu adversário na disputa eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e para sugerir que os Estados Unidos esperem a eleição para então negociar com um novo presidente – isto é, ele –, que será demasiado mais alinhado ao presidente Donald Trump.
Principais Desenvolvimentos Políticos
que é indigno da confiança do setor produtivo nacional. Não foram necessários mais do que cinco minutos para que Flávio Bolsonaro provasse, de uma vez por todas, Houve premeditação. Agrícolas do País, muito menos dos empregos de milhões de brasileiros. O senador tinha objetivos extremamente bem definidos ao viajar aos Estados Unidos – e nenhum deles remotamente ligado à defesa dos produtores industriais e Furthermore, o objetivo mais evidente da viagem de flávio bolsonaro era provar para sua própria bolha de apoiadores e correligionários que ainda é a melhor opção da oposição para desafiar lula.
O PL marcou para o próximo dia 25 a convenção que como se sabe, deve confirmar o nome que representará o partido na eleição de outubro. A despeito dos Até lá, o senador precisa desesperadamente convencer sua própria base de que, muitos rolos em que está metido e das inúmeras trapalhadas de sua campanha, é o nome com mais chances de derrotar o incumbente. Nesse contexto, como se viu no vídeo publicado por sua madrasta, michelle bolsonaro. A tarefa é árdua: flávio bolsonaro não goza da confiança de parte de seus correligionários, e o desgaste chegou até o seio familiar,
Impactos na Política Nacional
meio de loja de chocolates, compra de imóveis em dinheiro vivo e ligações com milicianos do Rio de Janeiro. Somem-se a isso sua relação de “irmão” com Daniel Vorcaro, a quem Flávio Bolsonaro pediu de viva voz cerca de R$ 134 milhões, e o passado para lá de suspeito do senador, que envolve prática de “rachadinhas”, suspeita de lavagem de dinheiro por É nesse contexto de fragilidade estratégia pública que o senador foi a Washington para tentar reconstruir, à força de fotos e “cortes” para as mídias sociais, uma viabilidade eleitoral que os fatos vêm corroendo dia após dia. Enquanto os Bolsonaros prejudicam o Brasil para seus propósitos pessoais, os diplomatas, líderes setoriais e técnicos como se sabe, brasileiros continuam empenhados em tentar minimizar os danos das tarifas que provavelmente serão adotadas contra o País.
É isso o que fazem os que têm genuíno interesse em ajudar o Brasil. E aqui cabe o registro de que, na embaraçosa foto de Flávio e Eduardo Bolsonaro na sessão do USTR, aparece naturalmente, ao lado deles um constrangido embaixador Roberto Azevêdo, ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio, com décadas de atuação na diplomacia comercial. Ele estava lá a trabalho. Já os Bolsonaros só queriam atrapalhar.
Fonte: Estadão
09/07/2026 07:51












