O presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, vem dando sinais de que pode liberar o partido para as eleições presidenciais de outubro e se manter neutro na disputa.
Com a negativa de Ciro Gomes de concorrer à Presidência pelo partido, o dirigente tucano ainda avalia a possibilidade de lançar outro nome, mas o mais provável é que não apoie publicamente nem Flávio Bolsonaro (PL-RJ), muito menos o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A avaliação foi feita pouco antes de se tornarem públicos diálogos entre Flávio e o banqueiro Daniel Vorcaro, que o presidenciável do PL chegou a chamar de “irmão”, mas as revelações tendem a reforçar a posição de neutralidade de Aécio.
📊 Fatos e Dados
Aécio quer PSDB no ‘caminho do meio’ O dirigente tucano tem confidenciado a aliados que, no esforço de tentar reconstruir o PSDB e fazer uma bancada de 35 deputados federais nas eleições, vai focar em “segurar” o partido no centro e centro-direita, o mais longe possível do bolsonarismo radical.
“Continuo acreditando que o Brasil é muito maior que Lula e Bolsonaro somados”, disse Aécio Neves à Coluna do Estadão, afirmando querer seguir na busca de um caminho entre os dois candidatos.
“O PSDB ainda acredita na possibilidade de construir um caminho ao centro para o Brasil e intensificará nas próximas semanas conversas com outros atores de dentro e fora do partido, para pelo menos qualificarmos o debate sobre o Brasil que até agora, em razão dessa polarização tão rasa, ainda não ocorreu”, completou.
🌍 Contexto e Relevância
Caso não tome partido nas eleições deste ano, Aécio avalia que 70% dos Estados tendem a apoiar o senador Flávio Bolsonaro, enquanto os demais migrariam para Lula.
Tucano sondado por PT e PL Aécio, que é pré-candidato ao Senado, já foi procurado tanto pela campanha de Flávio como por emissários do presidente do PT, Edinho Silva, mas ainda não conversou com nenhum deles.
O deputado também vem sendo sondado por candidatos em polos políticos opostos na disputa ao governo de Minas Gerais, Estado que governou entre 2003 e 2010.
💥 Como estadão Afeta o Cotidiano
Ele tem conversado com o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), que poderá dar palanque a Lula no Estado com a desistência de Rodrigo Pacheco (PSB-MG) em concorrer, mas também foi sondado para conversas com o senador Cleitinho (Republicanos), que lidera a pesquisa Genial/Quaest mais recente e tem o apoio da família Bolsonaro.
Por ora, Aécio aguarda a definição dos palanques de Lula e Flávio, ainda embolados no Estado, para se posicionar.
2002, a pior eleição da história do PSDB
O PSDB enfrentou a pior eleição de sua história em 2022.
Perdeu o governo de São Paulo, que comandava há 28 anos, e viu sua bancada federal diminuir ainda mais.
Também sofreu com a debandada de prefeitos e figuras históricas, como Geraldo Alckmin, hoje vice-presidente da República de Lula e filiado ao PSB.
“Mesmo menorzinho, nós temos que registrar a importância do PSDB.
Existe vida inteligente fora dos extremos”, afirmou Aécio em 2023.
O tucano teve mais de 51 milhões de votos em 2014, quando disputou a Presidência da República contra Dilma Rousseff, e apenas 85.341 em 2022.
Fonte: Estadão
18/05/2026 02:02











