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Primeiro dia do São Paulo Innovation Week discute o que permanece humano na era da IA

14 de maio de 2026
in ENTRETENIMENTO, Internacional, TECNOLOGIA
Home ENTRETENIMENTO
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Bastidores do Spiw
Participantes interagem com máquinas de escrever antigas no “Palco da Palavra”.

Gerando resumo Na estreia do São Paulo Innovation Week nesta quarta-feira, 13, um mesmo tópico apareceu em debates sobre educação, inteligência artificial, agronegócio, cidades e até exploração espacial: como valorizar as capacidades humanas em um mundo cada vez mais automatizado.

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Promovido pelo Estadão em parceria com a Base, o SPIW reuniu pesquisadores, executivos e especialistas para discutir como empresas, governos e grupos têm enxergado um ecossistema de inovação que vem sendo acelerado pela IA.

Durante painel sobre transformação digital no agronegócio, o fundador da Agro Ikemba, Renato Seraphim, resumiu o quadro atual ao dizer que a tecnologia é o novo inglês na capacidade de conectar diferentes profissões e mercados: “Temos que ensinar agrônomos e veterinários, sobre tecnologia.

Essa é a língua universal do mundo”, afirmou.

Ao mesmo tempo, algumas das mesas mais concorridas do evento insistiram na valorização daquilo que não pode ser automatizado.

O psicólogo Daniel Goleman, considerado o “pai” do conceito de inteligência emocional, ressaltou que ferramentas de inteligência artificial reproduzem mecanismos ligados à empatia, mas não substituem o cuidado humano: “A IA nunca terá o que chamamos de preocupação empática.

🧠 Análise da Situação

Você quer que seu chefe tenha isso, que seus colegas tenham isso.” Ele dividiu o palco com o físico Marcelo Gleiser, que alertou para o risco de se atribuir características humanas a sistemas programados para simular essa proximidade.

“Pode até parecer que o programa de computador quer ser seu amigo, mas ele foi programado para parecer”, disse.

“Esse é um dos maiores perigos de hoje em dia: confundir organismo e IA.” Na abertura da trilha de Educação do evento, a presidente-executiva da Todos Pela Educação, Priscila Cruz, defendeu investimento na formação docente e afirmou que essa figura segue ocupando papel central no processo pedagógico.

“Se tem uma profissão que a IA não vai substituir é a do professor”, disse.

Os debates sobre tecnologia e futuro ganharam dimensão filosófica e espiritual em encontro que reuniu a líder budista Monja Coen, a liderança indígena Ailton Krenak e Marcelo Gleiser.

Com direito a meditação com a plateia e questionamentos sobre o que é a realidade, eles refletiram sobre a relação humana com o planeta Terra.

“A nossa vida interdepende de outras formas de vida.

Nós só existimos por causa das relações íntimas de tudo que é, foi e será”, disse a representante budista.

Ailton Krenak ressaltou que o entendimento de que a Terra é finita é relativamente recente: “Nossos antepassados pensavam que a Terra é esse organismo fantástico, que nós poderíamos vir, passar, ir embora, continuar, e a Terra estaria aqui.” Novos desafios e como inovar Para instituições e governos, os esforços para responder às demandas do avanço tecnológico costumam esbarrar em uma capacidade de adaptação mais lenta do que as transformações em si.

Em debate mediado pelo CEO do Estadão, Erick Bretas, o advogado e especialista em tecnologia Ronaldo Lemos afirmou que o Brasil corre o risco de criar uma legislação ultrapassada para regular o uso de IA.

“Meu temor é que o Brasil copie a Europa do passado”, afirmou.

A secretária municipal de Gestão de São Paulo, Marcela Arruda, disse que, se a digitalização de documentos da Prefeitura diminuiu os mais de 20 milhões de processos físicos que ocupavam os arquivos, criou novos desafios relacionados ao armazenamento de dados.

“As complexidades de hoje, que parecem já estar resolvidas, não estão.

Se o meu problema for recurso público e dinheiro, daqui a pouco não conseguirei pagar a nuvem”, exemplificou.

Em escala cósmica, a preocupação com a possibilidade que a capacidade humana não alcance o avanço tecnológico apareceu de forma mais radical quando o Nobel de Física Didier Queloz mencionou hipótese de por que ainda não encontramos vida extraterrestre: a de que civilizações que avançam tecnologicamente são como “uma criança com uma arma” e infligem danos a seu planeta “a ponto de acabarem desaparecendo”.

Em uma nota mais corporativa, em painel que reuniu a alta liderança das empresas Basf, McKinsey e Beiersdorf, o consenso foi que, quando a cultura da organização penaliza o erro, a inovação não encontra espaço.

“No medo, não existe inovação”, disse Ana Bogus, presidente da Beiersdorf.

A saída, segundo Marcelo Batistela, da Basf, é “permitir que as pessoas se permitam errar sem medo.” ”Na tentativa de tornar uma empresa mais inovadora, o discurso é mais rápido que a ação porque inovar e engajar pessoas não é fácil”, ponderou Monique Araújo, sócia da McKinsey.

O consultor Neil Redding, conhecido como o “futurista do agora”, defende que os CEOs devem focar menos no controle e mais em “orquestrar” a colaboração entre humanos e sistemas inteligentes.

“A orquestração é como liderar todo o sistema.

Cada músico sabe o que deve tocar e o maestro indica o que fazer conforme as condições mudam.

É uma frequente afinação do sistema diante das mudanças”, afirma.

Segundo ele, a velocidade das mudanças não é o principal ponto de ameaça ao futuro das empresas, mas sim a falta de visão: “A IA pode tornar a execução barata e rápida.

Quando a execução supera a velocidade de decisão, a solução não é um controle mais rígido.

É um tipo de liderança completamente diferente.” Leia também CEOs devem atuar como maestros na era da IA, diz Neil Redding ‘É uma conversa entre dois mentirosos’: como a IA mudou o mercado de recrutamento Zélia Duncan e Seu Jorge defendem a imperfeição e o imprevisível da arte frente à IA Mercado e comportamento do consumidor A percepção dos convidados é de que a tecnologia tem transformado mercados, comportamentos e expectativas sociais e moldado discussões sobre trabalho e consumo.

Executivos defenderam que a remuneração deixou de ser o único fator de permanência nas empresas.

“Modelo de incentivo não é só remuneração.

É como o líder se comporta quando acontece algo que não deu certo.

É a atuação no dia a dia, a cultura sendo vivida”, afirmou Sergio Fajerman, diretor de recursos humanos e comunicação do Banco Itaú.

Nas áreas de turismo e luxo, empresas ressaltaram que os consumidores estão em busca de experiências ligadas à transformação pessoal.

No setor da saúde privada, a experiência do paciente também ganhou espaço na construção de marcas.

“Para mim, não existe marca forte sem experiência”, afirmou Luiz Gonzaga Victor Foureaux Neto, vice-presidente de estratégia e marketing da Rede Américas.

Público disputou lugares para palestras
O primeiro dia do festival foi marcado por grandes palestras e público expressivo.

O jornalista russo Dmitri Muratov, ganhador do Prêmio Nobel da Paz de 2021, falou sobre seu trabalho com jornalismo independente no País e afirmou que o Ocidente costuma ter um olhar “genérico” para a população russa em relação à sua posição em relação ao governo, economia e à guerra na Ucrânia.

“Muitos meios de comunicação no mundo acreditam que na Rússia há um povo unido que é a favor da guerra, mas isso é uma mentira descarada”, disse.

Ele defendeu que “o verdadeiro jornalismo sempre pode ser praticado”.

O dia ainda contou com palestrantes como Pequena Lo, Bruna Lombardi, Martha Medeiros, Renata Ceribelli e Seu Jorge.

Além de instalações como o Fluxus, que recebeu o público com um túnel de 50 metros formado por placas suspensas de LED, cerca de 20 robôs circularam no espaço.

Fã do trabalho do escritor Daniel Goleman, a mentora emocional Karinna Cirillo achou o painel “sensacional”.

“Eu já fui a muitas palestras na vida, e hoje eu achei que estava todo mundo muito interessado, todo mundo conectado no que estava rolando no palco.

Foi muito bacana”, conta.

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O palestrante foi a grande razão dela vir para o evento.

Karina estava acompanhada por Gabi Squizato, especialista em carreira, que decidiu comparecer em todos os dias.

“Realmente superou nossa expectativa.

O mais bacana de tudo isso é que eu fiz amizade com ela [Karina] no meio dessa palestra”, disse Gabi.

“Para os próximos dias espero continuar entendendo melhor o funcionamento do evento e também conhecer figuras importantes que vão estar presentes.”
Entrevista com Seu Jorge
Pedro Camilo, da área comercial de uma empresa de datatech, conta que pretende usar o SPIW para fazer “bastante networking”.

“Eu acho que vai ser uma mistura de entender como o mercado está funcionando, principalmente com o hype da IA, mas também como a gente pode oferecer isso para os nossos clientes“, opina.

/ COLABOROU ANA LUIZA LOURENÇO


Fonte: Estadão

14/05/2026 00:37

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