Master: operação da PF mira município de SP que aplicou R$ 87 milhões PF cumpre 6 mandados de busca e apreensão em operação que investiga gestão temerária de recursos do Instituto de Previdência de Cajamar (SP) atualizado Compartilhar notícia A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quarta-feira (13/5) uma operação que investiga aportes milionários do Instituto de Previdência Social dos Servidores de Cajamar, na Grande São Paulo, no Banco Master.
Ao todo, foram aplicados R$ 87 milhões em letras financeiras na instituição de Daniel Vorcaro, que está preso sob suspeita de operar fraude bilionária contra o sistema financeiro.
Segundo a PF, as aplicações suspeitas ocorreram entre agosto de 2023 e março de 2024, durante a gestão do ex-prefeito Danilo Joan (PP), que é aliado do senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do partido e que foi alvo de operação da PF na semana passada, por suspeita de corrupção no caso Master.
🧠 Análise da Situação
Danilo Joan não foi alvo da operação desta quarta, batizada de Off-Balance.
Na terça-feira (12/5), a colunista Andreza Matais, do Metrópoles, já havia mostrado que o Instituto de Previdência de Cajamar tinha aplicado dinheiro no Master durante a gestão do aliado de Ciro Nogueira.
Vários outros municípios também fizeram aportes no banco de Vorcaro e alguns já foram alvo de operação da PF.
🧠 Especialistas Analisam metrópoles
Na operação desta quarta, a PF cumpriu seis mandados de busca e apreensão nas cidades de Cajamar e Boituva, no interior de São Paulo, e na capital paulista, por possível prática de “gestão temerária” de recursos em Regime Próprio de Previdência Social (RPPS).
Os mandados foram expedidos pela 9ª Vara Criminal Federal de São Paulo.
Alvos da operação
Os alvos da Operação Off-Balance são os gestores do fundo de previdência de Cajamar.
🔍 Detalhes Importantes
Eles participaram do processo decisório que autorizou aplicações financeiras consideradas irregulares e temerárias.
São eles: – Luiz Henrique Miranda Teixeira, diretor executivo do Instituto de Previdência Social dos Servidores de Cajamar – Milton Marques Dias, diretor administrativo e financeiro – Marcelo Ribas de Oliveira, Gestor de Desenvolvimento Empresarial, conforme perfil do LinkedIN; – Rafael Petrozziello, subsecretário de Governo; – Rodrigo Sartori Mendes, subsecretário de Justiça de Cajamar.
A PF afirma que os gestores falharam em “praticamente todas as etapas do processo de investimento”.
“Não fizeram análise adequada dos emissores, não avaliaram os riscos, não justificaram suas escolhas, não estabeleceram critérios objetivos para seleção de instituições e ativos, não definiram limites de concentração por emissor na política de investimentos, não verificaram a liquidez dos papéis e não documentaram adequadamente suas decisões”, aponta a investigação.
No período compreendido entre agosto de 2023 e março de 2024, a Previdência de Cajamar realizou quatro aplicações em letras financeiras no Banco Master e no Banco Daycoval com vencimentos de longo prazo – entre 8 e 10 anos – e taxas indexadas ao IPCA.
Alerta do MPC Cajamar, assim como outros quatro municípios paulistas (Araras, Santa Rita do Oeste, Santo Antônio de Posse e São Roque) foram alertados, em 2024, pelo Ministério Público de Contas (MPC) sobre possíveis entraves com os investimentos no futuro.
As representações já destacavam problemas de reputação do Master após publicações na mídia sobre o crescimento meteórico da instituição.
“Criou-se um cenário de preocupação não apenas sobre exposição do risco reputacional de tal instituição financeira, mas, mais preocupante, sobre sua própria solidez patrimonial”, afirmou o MPC.
No último dia 23 de abril, a Polícia Federal já havia deflagrado operação semelhante à desta quarta-feira, mas relacionada à Previdência de Santo Antônio de Posse.
Na ocasião, foi investigada a aplicação de aproximadamente R$ 13 milhões em letras financeiras do Banco Master e do Banco Daycoval.
Fonte: Metrópoles
13/05/2026 08:39










