"Foram enforcados após a revisão do caso e a confirmação da sentença definitiva no Tribunal Supremo", noticiou a agência Mizan, órgão do poder judicial.
Os executados, identificados como Mohammadamin Biglari e Shahin Vahedparast, foram acusados de atacar na noite de 8 de janeiro uma instalação militar, incendiá-la e tentar aceder a um arsenal com o objetivo de roubar armas.
Segundo o processo judicial, ambos faziam parte de um grupo que, durante os "distúrbios", tentou infiltrar-se em instalações sensíveis como delegações e bases da milícia ideológica Basij.
📌 Pontos Principais
No momento do ataque, o centro militar continha 20 armas Kalashnikov e 1.800 cartuchos de munição, entre outros materiais, que os supostos atacantes não conseguiram retirar do arsenal.
O tribunal considerou provadas as acusações com base em relatórios dos serviços secretos, confissões dos acusados, gravações do ataque e na detenção no local dos factos.
O Irão afirma que os acusados atuaram em coordenação com "inimigos" do país, incluindo os Estados Unidos e Israel, uma acusação que costuma usar em casos relacionados com a segurança nacional.
🌍 O Cenário Atual de noticiasaominuto
A execução ocorre num contexto de tensão interna e regional, no qual as autoridades iranianas endureceram a sua resposta face aos protestos e ações consideradas como ameaças à segurança do Estado.
Com estas execuções, o Irão já enforcou seis pessoas condenadas por participação nos protestos de janeiro.
A contestação eclodiu no final de dezembro devido ao aumento do custo de vida, antes de se espalhar e evoluir para manifestações antigovernamentais.
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As autoridades declararam que os protestos começaram pacificamente antes de se transformarem em "motins fomentados por estrangeiros", envolvendo homicídios e atos de vandalismo.
Os protestos antigovernamentais de janeiro, que pediam o fim da República Islâmica, foram sufocados depois de uma dura repressão que causou a morte de 3.117 pessoas, segundo o balanço oficial.
No entanto, organizações de direitos humanos como a opositora HRANA, com sede nos EUA, elevam esse número para mais de 7.000 e continuam a verificar outros 11.000 casos, enquanto estimam em 53.000 os detidos.
O Irão é um dos países com o maior número de execuções no mundo e, em 2025, enforcou 1.500 pessoas, um aumento de 50% em relação ao ano anterior, segundo dados da ONU.
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Fonte: noticiasaominuto
05/04/2026 04:34











