Durante décadas, os habitantes das ricas nações árabes do Golfo assistiram aos desenrolar das guerras da região pela televisão.
A guerra acontecia com seus vizinhos — no Iêmen, na Síria, em Gaza — mas não com eles.
Essa ilusão foi destruída pela guerra entre os EUA e Israel contra o Irã.
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Ela abalou a sensação de segurança desses países, prejudicou suas economias ricas em energia e os levou a repensar suas estratégias de defesa.
As bases militares americanas em seus territórios — em vez de protegê-los de qualquer dano — os tornaram alvos de milhares de mísseis e drones iranianos.
Com os combates parecendo ter terminado, pelo menos por enquanto, muitos nos países do Golfo temem que o acordo emergente entre os Estados Unidos e o Irã pouco fará para aliviar a ameaça que o Irã representa para eles, dizem analistas.
📊 Fatos e Dados
O aumento nos preços dos combustíveis e energia por causa do fechamento do Estreito de Ormuz tem provocado protestos e tumultos em muitos países.
Em um reconhecimento tácito das preocupações do Golfo, o Secretário de Estado Marco Rubio se reuniu com vários líderes árabes da região esta semana, buscando tranquilizá-los.
Ele disse a repórteres no Kuwait, na quarta-feira, que os Estados Unidos
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