Elas desfilam passando a mão pelo colo, pela cintura.
A maquiagem é marcada, o cabelo tem fixador, a atitude é poderosa.
A imagem Gucci que o diretor criativo Demna vem construindo há quatro coleções é resultado de décadas de história da centenária grife italiana.
📊 Fatos e Dados
Não à toa, o nome da coleção, Cruise 2027, apresentada no sábado (16/05), é GucciCore – o uso do sufixo que nomeia as microestéticas que surgem na internet é também uma forma de cravar o convite: vamos mergulhar nesse estilo e celebrar a Gucci.
A celebração foi armada na Times Square, em Nova York, com telões como cenário, exibindo produtos reais fictícios da marca.
A escolha do lugar fala sobre atualidade, urbanidade e os tempos atuais de consumo – não só literalmente, mas também sobre o consumo frenético de imagem e informação.
💥 Impacto e Consequências
Nova York tem mais um significado para a marca.
Foi lá que, na década de 1950, a grife abriu sua primeira loja fora da Itália.
Sobre a boutique ficava a Galleria Gucci, à qual só tinha acesso quem possuísse uma chave dourada – o convite do desfile fez menção a esse fato.
🌍 Contexto e Relevância
Na passarela, uma série de personalidades ajudaram a dar forma à nova fase da Gucci: tem a modelo do momento, a brasileira Sheila Bawar (capa da nossa ForbesLife Fashion em 2025); a gloriosa Candice Swanepoel (primeira capa da FLF); Sabine Getty, figura importante no circuito internacional de moda, Amelia Gray e Gabriette, que falam diretamente à Geração Z; e os norte-americaníssimos Paris Hilton e Tom Brady.
Para fechar o desfile, Cindy Crawford – a herança fashion também está nas entrelinhas.
O GucciCore é feito de símbolos criados há anos atrás, como o horsebit e a tela monograma, ou a faixa Web (vermelha e verde), que se transforma em bandeau.
Também entram na receita a imagem poderosa e opulenta dos anos 1980 e o tailoring insuperável da fase Tom Ford, dos anos 1990.
Tem pele à mostra, cintura alta, modelagens justas e muita pele falsa.
“Desta vez, a ideia era construir um guarda-roupa essencial de peças básicas que formam a base da linguagem estilística da maison: o casaco de lã perfeito, o trench coat clássico, o terno, a camisa indispensável, a saia lápis definitiva, juntamente com elementos de glamour e elegância italianos”, explica o diretor criativo em um manifesto.
A coleção também celebra os tipos novaiorquinos, do executivo de terno e mochila às senhoras elegantes que passam pela calçada rumo ao próximo encontro para o almoço.
Demna constrói sua estética por meio de um trabalho de curadoria de arquivo, embalado por elementos de cultura contemporânea.
Seu objetivo?
Criar peças unmistakably Gucci, ou seja, inconfundivelmente Gucci.
Fonte: Terra
18/05/2026 15:34











