O governo federal anunciou nesta terça-feira (19) o lançamento do programa Move Brasil, uma iniciativa que disponibiliza R$ 30 bilhões em crédito subsidiado para o financiamento de automóveis voltado especificamente a motoristas de aplicativos e taxistas.
A medida é o mais recente movimento de um intenso pacote de estímulos econômicos lançado pelo Palácio do Planalto nos últimos meses, na tentativa de manter o ritmo de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em um cenário de inflação pressionada.
O desenho do programa, assim como de outras medidas recentes —como o Desenrola 2.0, a ampliação do Minha Casa, Minha Vida para rendas superiores e novas linhas de crédito consignado privado—, segue a lógica de utilizar recursos do Tesouro como lastro para bancos operarem com taxas de juros reduzidas.
🌍 Contexto e Relevância
Na prática, o governo assume o risco de calote: caso haja inadimplência por parte dos tomadores, o erário é acionado para cobrir os bancos.
Para a comentarista econômica Juliana Rosa, embora as iniciativas sejam bem-intencionadas, elas impõem um dilema para a gestão macroeconômica.
Segundo ela, a sucessão de programas de incentivo ao consumo, embora ajude a aquecer a economia no curto prazo, pode comprometer o controle da inflação e a redução da taxa básica de juros (Selic), em um momento em que os preços do petróleo atingem patamares elevados no mercado internacional.
💥 Impacto e Consequências
"Essas medidas todas são meritórias, claro, todo mundo precisa de ajuda num país altamente desigual, mas não tem dinheiro para todo mundo", afirmou Juliana Rosa durante sua análise no Jornal da Band.
O risco do “ciclo vicioso” A análise de Juliana Rosa aponta para uma falha estrutural na condução da política econômica brasileira, caracterizada pela repetição de medidas emergenciais em vez de reformas de longo prazo.
De acordo com a comentarista, o país está preso em uma dinâmica que impede um crescimento sustentável e duradouro.
📊 Fatos e Dados
O que está acontecendo é que o país tem vivido, há décadas, um ciclo vicioso que tem impedido um crescimento maior e de tempos em tempos gera crises.
Normalmente, é nas crises que vamos e fazemos alguma coisa, começamos a melhorar, volta tudo, e quebra tudo de novo.
O alerta da especialista ressoa entre analistas de mercado, que temem que a injeção massiva de crédito em um cenário de endividamento recorde das famílias possa gerar um efeito rebote.
Ao estimular o consumo de forma artificial e aumentar a dívida pública, o governo corre o risco de forçar o Banco Central a manter os juros elevados por mais tempo para conter a escalada inflacionária, dificultando o próprio crescimento econômico que busca proteger.
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Fonte: Band Notícias
20/05/2026 00:40











