Fim da escala 6×1: veja como votou cada partido em sessão da Câmara que aprovou PEC Texto prevê dois dias de descanso semanal remunerado; primeiro turno da apreciação teve 472 votos favoráveis e 22 contrários Brasília|Bruna Pauxis, do R7, em Brasília LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA Produzido pela Ri7a – a Inteligência Artificial do R7 A Câmara dos Deputados aprovou, na quarta-feira (27), a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) nº 221/2019, que prevê a extinção da escala de trabalho 6×1 e a redução da jornada máxima para 40 horas semanais.
Agora, a matéria precisa ser apreciada pelo Senado Federal.
A versão final do texto, com base no parecer do relator, deputado federal Leo Prates (Republicanos-BA), foi aprovada em primeiro turno por um placar de 472 votos a favor e 22 contrários, com uma obstrução e 18 ausências.
🧠 Análise da Situação
Em segundo turno, o quórum ficou menor, com 33 deputados ausentes, e o resultado foi de 461 x 19.
Leia Mais O texto que irá ao Senado é um substitutivo de Leo Prates para a PEC protocolada pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que previa expediente com 36 horas semanais, e para a PEC nº 8/25, da deputada Érika Hilton (PSOL-SP), de igual jornada, mas com quatro dias de trabalho e três de descanso.
A versão final da matéria tramitou na Casa a partir de uma articulação entre os presidentes da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).
🔄 Atualizações Recentes
Se aprovada também no Senado, a proposta vai garantir aos trabalhadores dois dias de descanso semanal remunerado — um deles, preferencialmente, aos domingos.
Além disso, até 12 meses após a promulgação da emenda, o tempo máximo de expediente não poderá ultrapassar as 40 horas semanais.
Movimentações de partidos
O PL (Partido Liberal), que chegou a apoiar uma emenda ao texto que ampliava a jornada para 52 horas semanais, tentou atrasar a votação da matéria.
💥 Impacto e Consequências
No início da semana, o líder do partido na Casa, Sóstenes Cavalcante (RJ), disse que a legenda apoiaria a proposta apresentada por Erika Hilton.
Internamente, o anúncio foi visto como uma forma de tumultuar o debate e constranger o governo federal, que deixaria de apoiar um texto mais favorável aos trabalhadores em nome do acordo firmado com o presidente da Câmara.
Em primeiro turno, dos 22 deputados que rejeitaram o projeto defendido pelo Palácio do Planalto, 11 eram do PL: – Bibo Nunes (RS) – Caroline de Toni (SC) – Daniel Freitas (SC) – Daniela Reinehr (SC) – Julia Zanatta (SC) – Mauricio Marcon (RS) – Nicoletti (RR) – Paulo Marinho Jr.
(MA)
– Ricardo Guidi (SC)
– Rosangela Moro (SP)
– Zé Trovão (SC)
Já o Novo orientou que todos os parlamentares do partido votassem contra a PEC.
Em primeiro turno, os quatro deputados do grupo que estavam presentes votaram em “não”: – Adriana Ventura (SP) – Gilson Marques (SC) – Marcel van Hattem (RS) – Ricardo Salles (SP) Nesse partido, também foi contabilizada uma obstrução, do deputado Luiz Lima (RJ).
O União Brasil registrou duas rejeições à PEC: – Fabio Schiochet (SC) – Fausto Pinato (SP) Assim como o União, o MDB (Movimento Democrático Brasileiro) teve dois parlamentares contra o texto: – Carlos Chiodini (SC) – Rafael Pezenti (SC) Em outras três legendas, um congressista se posicionou contra a diminuição da escala: – PSD (Partido Social Democrático): Lucas Redecker (RS) – PP (Progressistas): Sergio Turra (RS) – Missão: Kim Kataguiri (SP) No PT (Partido dos Trabalhadores), sigla da base governista, todos os 65 deputados presentes no Plenário da Câmara votaram a favor da PEC.
Além disso, foram registradas 18 ausências na sessão: – Adolfo Viana (PSDB-BA); – Afonso Motta (PDT-RS); – Alexandre Leite (União-SP); – Arnaldo Jardim (Cidadania-SP); – Cobalchini (MDB-SC); – Dilceu Sperafico (PP-PR); – Geovania de Sá (Republicanos-SC); – Guilherme Derrite (PP-SP); – João Carlos Bacelar (PL-BA); – José Priante (MDB-PA); – Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP); – Newton Cardoso Jr (MDB-MG); – Padovani (PP-PR); – Pedro Lupion (Republicanos-PR); – Roberto Monteiro Pai (PL-RJ); – Sergio Souza (MDB-PR); – Tião Medeiros (PP-PR); e – Yandra Moura (União-SE).
Segundo turno
À exceção de Fausto Pinato (União-SP), que mudou de voto no segundo turno, e dos ausentes, todos os demais mantiveram o posicionamento adotado na primeira votação.
Os 33 ausentes no segundo turno foram: – Adolfo Viana (PSDB-BA); – Alexandre Leite (União-SP); – Arnaldo Jardim (Cidadania-SP); – Átila Lins (PSD-AM); – Beto Pereira (Republicanos-MS); – Célio Studart (PSD-CE); – Cobalchini (MDB-SC); – Diego Andrade (PSD-MG); – Dilceu Sperafico (PP-PR); – Eriberto Medeiros (PSB-PE); – Geovania de Sá (Republicanos-SC); – Guilherme Derrite (PP-SP); – João Carlos Bacelar (PL-BA); – Jorge Araujo (PP-BA); – Julio Arcoverde (PP-PI); – Júlio César (PSD-PI); – Luciano Vieira (PSDB-RJ); – Luiz Lima (Novo-RJ); – Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP); – Marcos Pereira (Republicanos-SP); – Marcos Pollon (PL-MS); – Misael Varella (PSD-MG); – Newton Cardoso Jr.
(MDB-MG);
– Padovani (PP-PR);
– Paulo Marinho Jr (PL-MA);
– Pedro Lupion (Republicanos-PR);
– Roberto Monteiro Pai (PL-RJ);
– Sergio Souza (MDB-PR);
– Sidney Leite (PSD-AM);
– Silvio Antonio (PL-MA);
– Tião Medeiros (PP-PR);
– Yandra Moura (União-SE); e
– Zé Trovão (PL-SC).
Confira o placar:
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Fonte: R7 Notícias
28/05/2026 12:57











