A Fifa considerou não ter havido irregularidade no gesto apontado como sinal supremacia branca do árbitro de vídeo australiano Shaun Evans no jogo entre Alemanha e Curaçao, pelo Grupo E da Copa do Mundo, no último domingo.
— O Comitê Disciplinar Independente da Fifa pode confirmar que, após analisar o caso envolvendo o árbitro assistente de vídeo de apoio Shaun Evans, não encontrou nenhuma evidência de violações do Código Disciplinar da Fifa — informou a entidade nesta segunda-feira.
O australiano também se manifestou pela primeira vez sobre o caso, negou ter feito qualquer símbolo com a mão e atribuiu o gesto a "espasmo involuntário e subconsciente".
💥 Impacto e Consequências
— Gostaria de esclarecer que não fiz intencionalmente um gesto ou símbolo com a mão para comunicar uma mensagem, afiliação, jogo ou crença de qualquer tipo — declarou Shaun Evans.
— A única explicação que posso oferecer é que o movimento foi um espasmo involuntário e subconsciente, e eu não tinha consciência de tê-lo feito na ocasião.
Imagens capturadas mais tarde durante a partida mostraram que repeti esse movimento muitas vezes enquanto segurava uma caneta entre os dedos A Fifa havia aberto uma apuração para investigar a atitude do australiano, responsável por supervisionar a arbitragem de vídeo da partida entre Alemanha e Curaçao.
🔍 Detalhes Importantes
O árbitro fez um suposto gesto polêmico na apresentação da equipe de VAR do duelo válido pela primeira rodada do Grupo E da Copa do Mundo.
Com a mão direita, Evans realizou um sinal que pode ser interpretado como "alusão à supremacia branca".
O sinal feito com três dedos sustentados se parece com um 'W', e o círculo feito com o polegar e o indicador se assemelha à cabeça de um 'P', juntos representando o "White Power", "Poder Branco".
📊 Fatos e Dados
O gesto exalta um conjunto de ideais racistas que acreditam que o homem branco é naturalmente superior a humanos de outras origens raciais.
Shaun Evans, à esquerda, faz gesto considerado racista em apresentação de VAR — Foto: Reprodução O uso do gesto como símbolo supremacista começou em 2017 como uma brincadeira em fóruns americanos de internet.
Aos poucos, passou a ser incorporado por extremistas como forma de mostrar apoio ao movimento supremacista branco.
Em 2019, passou a ser reconhecido como ofensivo.
Shaun Evans começou a trabalhar como árbitro profissional em 2004 e é filiado à Federação de Futebol da Austrália.
Na Copa do Mundo de 2022, no Qatar, o australiano recebeu a primeira oportunidade em Mundiais e também atuou como VAR.
Fonte: Globo Esporte
15/06/2026 19:59









