Uma simples caminhada pelas ruas pode representar um risco grave para a população idosa.
A precariedade das calçadas, marcada por buracos, pisos irregulares e falta de acessibilidade, transformou o caminhar em um desafio diário para quem chegou a uma idade mais avançada.
O que deveria ser uma atividade de saúde tornou-se uma fonte constante de medo de quedas, fraturas e perda de autonomia.
🌍 Contexto e Relevância
A preocupação com as condições das vias públicas é latente entre aqueles que buscam manter o hábito de circular pelas cidades.
Estella Giacuinto, de 86 anos, é uma das muitas pessoas que já sofreram as consequências desse cenário.
Após sofrer uma queda que resultou em uma lesão no cotovelo, meses depois de um acidente no joelho, ela admite que sua confiança ao sair de casa foi abalada.
🧠 Análise da Situação
"Você está andando e tropeça nesses buracos", desabafa Estella.
Para ela, o receio não é voltado para questões de segurança pública, como assaltos, mas sim para a estrutura física do passeio: "Tenho medo por causa dos buracos", diz.
Estatísticas e riscos à saúde
De acordo com uma pesquisa desenvolvida pela Fiocruz em parceria com a UFMG, o medo de cair nas calçadas afeta 42,7% dos idosos que vivem em áreas urbanas.
🌍 O Cenário Atual de band notícias
Esse temor é crescente conforme o envelhecimento: o índice atinge 35,2% entre pessoas de 60 a 69 anos, sobe para 47,1% na faixa de 70 a 79 anos e chega a 63,1% entre os que possuem 80 anos ou mais.
O ortopedista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Daniel Daniachi, alerta que as consequências dessas quedas são desproporcionalmente mais graves para esse grupo.
As fraturas mais frequentes ocorrem no quadril, vértebras, punho, costelas e na região da cabeça, podendo causar traumatismo cranioencefálico.
"Como temos um esqueleto mais frágil nessa população, essas fraturas acabam sendo mais graves, exigindo intervenções cirúrgicas muito mais complicadas", explica o especialista.
Segundo Daniachi, o maior agravante é o longo tempo de recuperação, que muitas vezes compromete a independência do paciente.
Responsabilidade compartilhada Embora a manutenção do calçamento seja, por lei, de responsabilidade do proprietário do imóvel, a fiscalização e a implementação de políticas públicas são essenciais para garantir a segurança dos pedestres.
A pesquisadora Maria Fernanda Costa reforça que o Poder Público precisa atuar de forma ativa.
"As prefeituras têm que colocar uma política muito clara para promover o calçamento legal das calçadas", destaca.
O desafio é garantir que o caminho nas cidades seja, de fato, seguro para todos, permitindo que os idosos possam circular sem o constante temor de um acidente.
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Fonte: Band Notícias
28/05/2026 08:35











