O senador Flávio Bolsonaro (PL) foi recebido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta terça-feira (26), no Salão Oval da Casa Branca, em Washington.
A imagem do encontro foi divulgada pelo próprio parlamentar em uma rede social.
Segundo o blog do Valdo Cruz, Flávio pretendia abordar dois assuntos com Trump: a classificação de facções como organizações terroristas e a garantia plena da liberdade de expressão nas redes sociais no Brasil, uma bandeira comum entre os dois.
🔍 Detalhes Importantes
Mais tarde, em coletiva de imprensa, Flávio disse que a Trump para que as facções criminosas Primeiro Comando Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) sejam classificadas como organizações terroristas.
O senador também disse que prometeu ao republicano incluir o Brasil no Escudo das Américas caso seja eleito.
A coalizão, criada pelos EUA com países sul-americanos, tem como foco o combate ao crime organizado e combater interferências estrangeiras.
💥 Impacto e Consequências
Flávio também disse que conversou com Trump sobre tarifas e terras raras.
Ainda segundo Flávio, Trump perguntou sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, atitude que ele classificou como um “gesto humano”.
O parlamentar afirmou ainda ter recebido do presidente americano uma “challenge coin”, uma espécie de moeda militar comemorativa.
🧠 Análise da Situação
Membros da comitiva disseram ao g1 que a reunião com Trump foi rápida.
Segundo relatos, documentos foram entregues a assessores da Casa Branca.
Flávio, Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo entraram apenas para tirar uma foto com o presidente antes de deixarem o local.
Uma outra fonte relatou que Trump não chegou a se levantar para receber os brasileiros.
O senador Flávio Bolsonaro ao lado do presidente Donald Trump na Casa Branca, em 26 de maio de 2026 — Foto: Reprodução
Flávio chegou aos EUA na segunda-feira (25).
A viagem foi articulada por Eduardo Bolsonaro junto à ala ideológica do governo Trump.
Eduardo está nos EUA há mais de um ano.
No Brasil, ele é alvo de investigação e atua politicamente no exterior, principalmente com aliados de Trump.
📊 Informação Complementar
Também é citado em apurações sobre suspeitas de financiamento irregular e articulações internacionais contra autoridades brasileiras.
Busca por agenda positiva Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueredo com Donald Trump — Foto: Divulgação Com o encontro, Flávio Bolsonaro tentou desviar o foco da agenda negativa que atingiu a campanha nas últimas semanas, segundo o blog do Valdo Cruz.
A divulgação da proximidade do senador com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, afetou as intenções de voto de Flávio, de acordo com a mais recente pesquisa Datafolha.
Nas simulações de primeiro turno, o senador recuou de 35% para 31%, uma queda de quatro pontos percentuais.
Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, oscilou de 38% para 40%.
Com isso, a diferença entre os dois passou de três para nove pontos percentuais.
Nas simulações de segundo turno, Lula e Flávio apareciam empatados com 45%.
Na pesquisa mais recente, o petista foi a 47%, enquanto o senador recuou para 43%, abrindo uma vantagem de quatro pontos percentuais.
Fonte: G1 / Globo
26/05/2026 19:16











