que está há dez meses sem jogar. Vício em apostas fez empresário perder R$ 3 milhões Entre pausas e recaídas, ele comemora Gerando resumo Alerta: A reportagem abaixo trata de temas sensíveis, como suicídio.
Situação Econômica Atual
Quando saiu do local, sentia falta de ar de tão abalado. E encontrou o veículo arrombado e com os vidros quebrados. “Passei um fim de semana dormindo no carro, completamente perdido. In this sense, minha família não sabia onde eu estava. Pensei que iria virar morador de rua.” O episódio ocorreu há cinco anos. João foi internado por dez Algum tempo depois, na pandemia, dias com covid-19.
Foi o maior período que conseguiu permanecer longe do jogo desde que havia começado a apostar. Vale ressaltar que ao receber alta, decidiu aonar o pôquer. “Foi uma virada de chave, como um despertar espiritual. Nunca mais joguei pôquer. E pensei que estava tudo bem.” A liberdade durou três meses. “Foram os três melhores meses da minha vida.
Conseguia dormir em paz, me relacionar com as pessoas. Viver uma vida normal e aproveitar as coisas simples, além de evoluir profissionalmente”. A tranquilidade acabou quando João conheceu as apostas sem dúvida, esportivas, que mudaram completamente a dinâmica da compulsão. Sob esse ponto de vista, “as bets foram muito piores. Era tudo muito rápido. O cassino estava no meu bolso.
Eu podia apostar a qualquer hora, em qualquer lugar.” Com uma companhia já consolidada, passou a direcionar praticamente todo o dinheiro que entrava para plataformas de apostas. Dívidas e empréstimos se repetiu. O ciclo de perdas, Mesmo após o nascimento do primeiro conforme observado, filho, não conseguiu interromper o comportamento compulsivo. Maiores do que no pôquer. “Eu fazia coisas absurdas, roubava, mentia, manipulava.” As perdas foram consideravelmente Em quase cinco anos, os prejuízos somavam R$ 3 milhões, conta o empresário.
A família tentou criar mecanismos de proteção. A mulher passou a monitorar seu celular e instalou aplicativos para bloquear sites de apostas. Mas ele recaiu. “Voltei compulsivamente, pior do que antes. Cheguei a manter cinco celulares para jogar. Comprava aparelhos, criava contas bancárias novas e apostava escondido.” A situação chegou ao evidentemente, limite quando a mulher descobriu, pela quinta vez, que ele havia voltado a apostar.
Impactos no Mercado
O filho mais velho tinha apenas dois meses. Naquele dia, desesperado, João tentou tirar a própria vida. “Peguei uma corda no porta-malas do carro e tentei me enforcar. Por um milagre, não aconteceu nada porque minha mulher me salvou.” Era madrugada, de sexta para sábado. Foi justamente após esse episódio que sem dúvida, conheceu o grupo de apoio Jogadores Anônimos. Embora já soubesse da existência, foi evidentemente, somente naquele momento que decidiu aceitar ajuda.
“Eu me apeguei. Afirma compreender que a ludopatia é uma doença crônica. Desde então, há pouco mais de dez meses, ele frequenta reuniões presenciais, faz acompanhamento psiquiátrico e psicológico e A transformação foi além do aono do jogo. João voltou a investir na empresa, passou a praticar atividade física diariamente e diz ter recuperado algo que havia perdido ao longo de quase duas décadas: a capacidade de viver momentos simples. “Hoje consigo brincar com meus filhos, conversar com minha mulher, ouvir música, passear.
Antes eu não vivia nada disso. Minha cabeça só pensava em apostar.” A reconstrução da confiança dentro de casa aconteceu lentamente. Segundo ele, não foram promessas que convenceram a mulher a permanecer ao seu lado, mas as atitudes repetidas diariamente. “Ela voltou a acreditar em mim porque viu a mudança acontecendo. Hoje ela tem acesso a tudo. Não escondo mais nada.” Ao olhar para trás, o empresário resume como esperado, a recuperação em uma única mensagem para quem enfrenta o mesmo problema.
“Sozinho ninguém consegue vencer essa doença. É preciso procurar ajuda, conversar com alguém, buscar tratamento e participar de grupos de apoio. Recuperação, a prisão ou a morte. Para quem continua apostando compulsivamente, normalmente existem apenas três destinos: a clínica de menos imposto que loteria: os prejuízos do País com apostas – Epidemia de bets tem solução? Eu tive a oportunidade de escolher um caminho diferente.” Leia também – Viúva relata como vício em bets levou marido policial a acumular dívida de quase R$ 1 milhão – Bets tiram dinheiro do almoço e têm
O que o Brasil pode aprender com outros países Onde buscar ajuda? Valorização da Vida (CVV), serviço gratuito de apoio emocional que disponibiliza atendimento 24 horas por dia. Se você está passando por sofrimento psíquico ou conhece alguém nessa situação, abaixo onde encontrar ajuda: Centro de Valorização da Vida (CVV) Se estiver precisando de ajuda imediata, entre em contato com o Centro de O contato pode ser feito por e-mail, pelo chat no site ou pelo telefone 188. Canal Pode Falar Iniciativa criada pelo Unicef para oferecer escuta para adolescentes e jovens de 13 a 24 anos.
O contato com o Canal Pode Falar pode ser feito como já mencionado, pelo WhatsApp, de segunda a sexta-feira, das 8h às 22h. SUS Os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) são unidades do Sistema Único como se sabe, de Saúde (SUS) voltadas para o atendimento de pacientes com transtornos mentais. Há unidades específicas para crianças e adolescentes. No entanto, os endereços das unidades nesta página. Na cidade de são paulo, são 33 caps infantojuventis e é possível buscar
Perspectivas Econômicas
Mapa da Saúde Mental O site Mapa da Saúde Mental mostra unidades de saúde e iniciativas gratuitas de atendimento psicológico presencial e online. Disponibiliza ainda materiais de orientação sobre transtornos mentais.
Fonte: Estadão
07/07/2026 22:38












