Pensa Povo
terça-feira, março 17, 2026
  • MUNDO
  • ESPORTE
  • ECONOMIA
  • POLÍTICA
  • ENTRETENIMENTO
  • JUSTIÇA
  • CURSOS
  • EMPREGOS
No Result
View All Result
  • MUNDO
  • ESPORTE
  • ECONOMIA
  • POLÍTICA
  • ENTRETENIMENTO
  • JUSTIÇA
  • CURSOS
  • EMPREGOS
No Result
View All Result
Pensa Povo

Editorial: As mudanças corrigem excessos, preenchem lacunas e criam dispositivos que fortalecem o marco legal

13 de dezembro de 2025
in Segurança
Home Segurança
0
SHARES
Share on FacebookShare on Twitter

O Projeto de Lei Antifacção (5.582/25) que a Câmara recebe de volta do Senado é melhor do que o que ela entregou.

O texto original tinha méritos, fechou lacunas da Lei das Organizações Criminosas e endureceu penas para líderes e financiadores.

RELATED POSTS

Recluso detido pela PJ por tráfico. Droga ia ser traficada na cadeia

Portugal e Espanha reúnem-se hoje para selar aliança pela segurança climática

Mas era vulnerável no ponto estrutural: a arquitetura institucional para enfrentar grupos que já operam como máfias transnacionais, com capilaridade econômica, territorial e política.

A revisão dos senadores não chegou a anular totalmente essas fragilidades, mas corrigiu excessos, eliminou riscos jurídicos e conferiu coerência técnica ao conjunto.

📊 Fatos e Dados

Uma mudança relevante foi substituir o tipo de “domínio social estruturado” por uma definição mais precisa de “facção criminosa”.

A intenção original – enquadrar o poder territorial – era correta, mas o dispositivo convivia com incertezas interpretativas e tensões com a legislação vigente.

A nova redação preserva o objetivo, com maior clareza conceitual e menor risco de conflito com o Código Penal e a Lei das Organizações Criminosas, reduzindo a insegurança jurídica que inevitavelmente seria explorada pelas defesas dos criminosos.

Também foram aprimorados avanços centrais da Câmara: penas mais duras e escalonadas para chefes e financiadores das facções, enquadramento adequado das milícias, agravantes proporcionais para crimes de integrantes de facção e instrumentos mais robustos para rastrear, bloquear e asfixiar fluxos financeiros criminosos.

🌍 Contexto e Relevância

O Senado acertou ao rejeitar novas tentativas de equiparação das facções ao terrorismo.

Não se reduzem os riscos ao País com atalhos conceituais: terrorismo exige motivação política ou ideológica; facções brasileiras movem-se por lucro.

Ao evitar esse desvio, o Senado protege o sistema jurídico de contradições perigosas e bloqueia aventuras interpretativas que poderiam justificar excessos, incluindo riscos à soberania nacional.

Duas inovações institucionais merecem atenção.

O primeiro é a criação do Banco Nacional de Organizações Criminosas, que inaugura um esforço – ainda incipiente – de integração de dados entre União e Estados.

Não se enfrentam máfias com mais de 1.500 agências atuando de forma isolada e com métodos incompatíveis.

O segundo é a vinculação de receitas das bets ao Fundo Nacional de Segurança Pública.

Sozinha, a medida não resolve a desorganização federativa, mas cria fonte estável de financiamento e dá fôlego aos Estados que hoje sustentam, quase isoladamente, o enfrentamento cotidiano às facções.

É um gesto de realismo fiscal raro num tema habitualmente capturado por retórica vazia.

Mas limites persistem.

📊 Informação Complementar

Ao atribuir à Polícia Federal a coordenação das forças integradas, o projeto concentra poder em uma única instituição.

Sem uma autoridade nacional antimáfia – independente, técnica e blindada – a cooperação federativa seguirá vulnerável a disputas corporativas e à volatilidade política.

A Itália só virou o jogo contra Cosa Nostra quando criou estruturas permanentes capazes de integrar inteligência, investigação e repressão com autonomia.

O Brasil continua sem isso.

Persistem também tensões normativas entre o novo texto e a legislação vigente.

Embora mitigadas, elas podem gerar interpretações divergentes e contenciosos que favorecem a impunidade, exatamente o que especialistas alertam há anos: onde o Estado vacila, o crime avança.

Há, ainda, uma lacuna relevante: o País não decidiu se enfrenta criminosos comuns ou estruturas paramilitares que exercem soberania de facto.

Essa indefinição limita a precisão das políticas públicas e impede que o arcabouço jurídico acompanhe a escalada bélica e territorial das facções – um ponto que o projeto toca apenas lateralmente.

O Senado entregou um texto melhor, mais claro e mais funcional.

A ser aprovado e sancionado, o Brasil terá uma lei razoável, mas ainda não uma estratégia nacional consistente.

E enquanto combater máfias e narcomilícias com ferramentas desenhadas para crimes comuns, o Estado corre o risco de seguir um passo atrás de organizações que, em várias regiões, já acumulam recursos, logística e controle territorial capazes de desafiar sua autoridade.


Fonte: estadao

13/12/2025 13:12

ShareTweet

Related Posts

Recluso detido pela PJ por tráfico. Droga ia ser traficada na cadeia

by Iago
10 de março de 2026

Um recluso do Estabelecimento Prisional da Guarda foi detido pela Polícia Judiciária (PJ) quando estava a regressar de uma saída...

Portugal e Espanha reúnem-se hoje para selar aliança pela segurança climática

by Iago
6 de março de 2026

Está prevista a assinatura de cerca de uma dezena de instrumentos bilaterais, em áreas como ambiente, proteção civil, saúde, cibersegurança,...

Rafa Mir em apuros. Ministério Público espanhol pede 10 anos de prisão

by Iago
5 de março de 2026

Rafa Mir continua envolvido em polémicas, desta vez em torno da acusação de agressão sexual. O avançado espanhol mantém-se a...

EUA e Israel atacam local onde 88 aiatolás se reuniam para escolher novo líder do Irã

by Iago
3 de março de 2026

Ir ao conteúdo Página principal CRIE SEU TERRA MAIL ASSISTA NBA COMECE A ESTUDAR MONTE SUA LOJA SEGREDOS DO TARÔ...

Ao barrar ação contra Toffoli, Gilmar aponta “desvio de finalidade” da CPI do Crime Organizado

by Iago
27 de fevereiro de 2026

Ao barrar ação contra Toffoli, Gilmar aponta “desvio de finalidade” de CPI CPI do Crime Organizado quebrou nesta semana sigilo...

Next Post

Académico de Viseu 'atropela' Farense e pressiona nos lugares de subida

Académico de Viseu 'atropela' Farense e pressiona nos lugares de subida

TRENDING

ECONOMIA

Pai usa dinheiro da poupança do filho para casar de novo. É justo?

13 de março de 2026
Brasil

Doncic veste camisa do Brasil e anota recorde de pontos no Lakers

13 de março de 2026
Brasil

Camisa 2 do Brasil estreia parceria com marca de Michael Jordan

13 de março de 2026
POLÍTICA

Os parlamentares escalados para sala-cofre com documentos de Vorcaro

13 de março de 2026
Internacional

Stellantis procura parcerias com chineses. Terá falado com Xiaomi e Xpeng

13 de março de 2026
PHP Code Snippets Powered By : XYZScripts.com
No Result
View All Result
  • Inicio
  • POLÍTICA
  • MUNDO
  • TECNOLOGIA
  • SAÚDE
  • ECONOMIA
  • ENTRETENIMENTO
  • SEGURANÇA
  • JUSTIÇA
  • Carnaval
  • VIDA E ESTILO

© 2024 Pensa Povo.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a utilizar este site, você está dando consentimento para o uso de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.