Um ex-feirante de Gama, cidade-satélite de Brasília, estará na maior competição de futebol do planeta: a Copa do Mundo.
O atacante Igor Thiago é uma das apostas de Carlo Ancelotti para a Seleção Brasileira no torneio disputado nos Estados Unidos.
De origem humilde, o jogador iniciou a trajetória no interior do Paraná, passou pelo Cruzeiro e hoje se destaca na Premier League.
Filho de Maria Diva e irmão de Maycon, Igor Thiago começou no futebol no Grêmio Ocidental, projeto social da Cidade Ocidental, município goiano no entorno do Distrito Federal.
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A carreira no esporte, porém, parecia um sonho distante em muitos momentos.
Entre treinos e jogos, o atacante trabalhou como pedreiro, feirante e entregador para ajudar a mãe no sustento da família após a morte do pai, quando tinha apenas 13 anos.
O dinheiro também servia para o manter no futebol.
– Eu saia de casa às 5h da manhã.
💥 Impacto e Consequências
Trabalhava até às 14h/15h da tarde.
Ali eu tirava algum trocado para conseguir levar um dinheiro para casa e poder ir para os jogos também.
Foi o ex-jogador Tico, com passagens por São Paulo Futebol Clube, Athletico Paranaense e Coritiba, quem enxergou em Igor Thiago um futuro promissor.
Ainda no Grêmio Ocidental, o atacante foi indicado ao Verê, do interior do Paraná, depois de ser reprovado em um teste para as categorias de base do Athletico-PR.
Igor Thiago gol Brasil Croácia — Foto: André Durão
A distância da família era um dos pontos mais difíceis da trajetória.
Em meio às dificuldades financeiras, Igor Thiago carregava o objetivo de transformar a vida da mãe e do irmão — motivação que o manteve firme diante dos obstáculos.
📊 Informação Complementar
– Quando eu era criança eu trabalhei na feira, já trabalhei sendo panfleteiro, lava-jato, capinei lote demais.
Fui servente de pedreiro também.
Tive algumas profissões e acho que esses trabalhos me ajudaram a ser o homem que sou hoje, a formar o meu caráter, a valorizar as coisas da vida, a valorizar as coisas simples da vida, e saber desfrutar cada momento – disse em entrevista à CBF TV.
Igor Thiago teve início promissor no Verê.
Em 2018, foi o artilheiro da equipe na campanha do inédito título do Campeonato Paranaense Sub-17, com 13 gols marcados.
Já no Sub-20 do clube paranaense, despertou o interesse do Cruzeiro, onde assinou o primeiro contrato profissional e viu o sonho começar a ganhar forma, mas também viveu por momentos de frustração.
– No Cruzeiro, foi um processo em que tive que aprender muito a lidar com opiniões, críticas e elogios.
Foi um crescimento mental.
Não estava bem psicologicamente.
Tanto no Cruzeiro, quanto fora do clube, não estavam entendendo que existia um processo de adaptação de um menino de 17, 18, 19 anos.
Colocavam uma pressão diferente.
O clube precisava daquele atacante de fazer gols.
Faltou um pouco dessa paciência, saber que eu precisava de um tempo para me adaptar.
Em meio à crise financeira vivida pelo clube mineiro, Igor Thiago acabou negociado pela recém-criada SAF da Raposa.
O Cruzeiro recebeu cerca de R$ 7,4 milhões na venda para o Ludogorets, da Bulgária.
Depois, o atacante passou pelo Club Brugge até ser vendido ao Brentford, por cerca de R$ 210 milhões, em 2024.
A chegada à Premier League colocou o centroavante no radar da Seleção Brasileira.
Na segunda temporada pelo Brentford, Igor Thiago soma 22 gols e aparece na vice-artilharia da competição, atrás apenas de Haaland, que tem 26.
Foi justamente às vésperas da Copa do Mundo que o atacante recebeu a primeira oportunidade com a Amarelinha.
Até aqui, são dois jogos e um gol pela Seleção principal.
Fonte: Globo Esporte
19/05/2026 10:43











