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Como a compra da Warner pela Netflix vai ‘bagunçar’ o mercado global de streaming

5 de dezembro de 2025
in ECONOMIA, ENTRETENIMENTO, Internacional
Home ECONOMIA
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A compra da Warner Bros.

pela Netflix nesta sexta-feira, 5, por US$ 82,7 bilhões (cerca de R$ 439,1 bilhões), tem potencial para provocar uma revolução no mercado global de streaming.

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Trata-se de maior negócio da história do entretenimento e coloca fim a uma novela que já durava semanas.

“O acordo coloca a Netflix em uma posição de dominância deste mercado e pode dificultar a concorrência de outros players, mesmo de gigantes como a Disney, que recentemente adquiriu a Fox, e da Amazon, de Jeff Bezos”, analisa Márcio Rodrigo, professor de cinema e audiovisual da ESPM.

A transação envolve a aquisição da divisão de televisão, estúdio de cinema e streaming da companhia (HBO e HBO Max), e de toda a biblioteca de filmes e séries já produzidos, como as franquias Harry Potter, Batman e Superman, e as séries Game of Thrones, The Big Bang Theory e Succession.

A expectativa das marcas é que a venda seja concluída quando a Warner Bros.

Discovery finalizar a cisão de seus canais a cabo em uma empresa separada, a Discovery Global.

🔍 Detalhes Importantes

Assim, canais como CNN, TNT Sports e Discovery devem ficar de fora da negociação.

Além disso, a transação ainda depende da aprovação dos órgãos reguladores dos EUA e de outros países em que as companhias atuam.

Impacto no mercado global
Caso seja aprovado, o acordo deve expandir ainda mais o tamanho da Netflix, que já é o maior serviço de streaming pago do mundo, com mais de 300 milhões de assinantes.

“É uma jogada ousada da Netflix e uma indicação de como a mídia está deixando de ser um negócio independente para se tornar, cada vez mais, uma ferramenta de empresas de tecnologia”, afirma Brian Morrissey, analista de mídia e fundador da newsletter The Rebooting.

Para Morrisey, esta primeira grande aquisição da Netflix deve acelerar a absorção do mercado de mídia por negócios de tecnologia.

“Elas (empresas de tecnologia) controlam a interface e, portanto, a camada de distribuição.

O conteúdo é o resultado disso.

As empresas de mídia, construídas em torno do conteúdo, atuarão como meras fornecedoras para as gigantescas plataformas de distribuição de tecnologia”, afirma.

Em nota divulgada pela Netflix para anunciar a aquisição, Greg Peters, co-CEO da Netflix, afirma que a compra vai melhorar a oferta e acelerar os negócios da companhia nas próximas décadas.

“Com nosso alcance global e modelo de negócios comprovado, podemos apresentar os mundos que eles criam a um público mais amplo, oferecendo mais opções aos nossos assinantes”, diz.

Por sua vez, Ted Sarandos, co-CEO da Netflix, afirma que “Juntos, podemos oferecer ao público mais daquilo que ele ama e ajudar a definir o próximo século da narrativa”.

E a perspectiva de especialistas no mercado de streaming global é que, de fato, isso aconteça.

Segundo Morrisey, haverá a consolidação em algumas grandes distribuidoras.

“(A grande vantagem) é a comoditização do conteúdo.

O jogo é sobre dominar o gargalo de distribuição e usar esse poder para conseguir preços melhores de insumos, ou seja, de conteúdos”, aponta o analista.

“Isso faz parte de um processo em que os criadores de conteúdo são marginalizados, transformados em commodities e acabam se tornando meros fornecedores de matéria-prima”, afirma Morrisey.

Negócio longe do fim
Segundo a imprensa internacional também existe a análise de que o movimento pode criar um conglomerado capaz de provocar influência sobre donos de cinema e sindicatos.

O cenário pode prejudicar empresas menores, que não teriam mais força para competir por este mercado.

Não à toa, informações da Variety indicam que um consórcio de importantes empresas do setor enviou uma carta aberta ao Congresso demonstrando preocupação e sugerindo que Hollywood pode entrar em colapso econômico e institucional caso a Netflix consiga finalizar a compra da Warner Bros.

Discovery.

A carta relata apreensão com a possibilidade de a Netflix, com sua força de mercado, diminuir o tempo de exibição dos filmes da Warner Bros.

nos cinemas antes de chegar ao streaming e, assim, prejudicar as salas de cinema.

“É um negócio com mais pontos de atenção do que pontos positivos para o mercado.

Estamos assistindo ao aumento da concentração de negócio.

📊 Informação Complementar

Não apenas do ponto de vista financeiro, mas também do tipo de conteúdo que essa união pode gerar”, comenta Rodrigo, da ESPM.

Próximos passos
A Warner Bros.

Discovery colocou oficialmente sua empresa à venda em outubro deste ano, sobrecarregada por dívidas e pelo fraco desempenho no streaming.

Além da Netflix, a Paramount e a Comcast apresentaram propostas de aquisição.

A perspectiva das empresas envolvidas no acordo é que a transação demore entre 12 e 18 meses para ser concluída.

“É um longo processo, que vai gerar muitas discussões sobre antitruste e se arrastar por 2026, até o fim do terceiro trimestre, quando termina o ano fiscal do governo”, diz Rodrigo.

“E muitas empresas devem se opor à compra”.

Para Morrissey, porém, o entendimento é que aquisição siga em frente.

“A menos que Trump faça um favor aos Ellisons (família que controla a Paramount), é provável que o negócio seja aprovado”, diz.

Impacto no Brasil
De acordo com um relatório da Nielsen, o consumo de streaming chegou a 45,7% do tempo de televisão nos Estados Unidos.

O número já é o dobro da televisão tradicional (22,9%) e da TV à cabo (22,2%).

Neste ambiente, a Netflix ocupa 8% deste tempo, atrás apenas do Youtube entre as redes de streaming.

Com a aquisição da Warner Bros, que ocupa 1,3%, a guerra do streaming deve se consolidar entre as duas empresas de tecnologia.

No Brasil, a estimativa é que o setor alcance US$ 5,5 bilhões em receitas até 2028, com uma taxa de crescimento de 9,5%, e a projeção chegue a 85,4 milhões de assinantes, segundo dados da PwC.

“Devemos enxergar o impacto desta aquisição primeiramente do ponto de vista do exibidor.

A Warner é uma grande distribuidora no cinema brasileiro e precisamos entender se essa distribuição vai se retrair ou não”, comenta Rodrigo.

A Netflix já se antecipou e, em comunicado oficial, afirmou que planeja manter operações da Warner e até fortalecê-las ao invés de reduzir as janelas de exibição dos filmes da produtora nos cinemas.

Veja mais
Outro ponto de atenção, segundo ele, é a produção de novos projetos nacionais.

Neste momento, o Congresso Nacional debate um marco regulatório que prevê a obrigatoriedade de plataformas de vídeo sob demanda reservar parte de seus catálogos para obras brasileiras.

A regra de cota começa com 2% de conteúdo nacional um ano após a lei entrar em vigor, e vai subindo progressivamente até atingir 10% após sete anos.

“O marco fortalece a necessidade de aumentar a lupa sobre essa união entre a Netflix e a Warner porque pode impactar a produção de obras originais no mercado nacional”, acrescenta o professor.


Fonte: estadao

05/12/2025 19:16

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