BC diz que liquidação do Master não gerou risco ao sistema financeiro Informação do Banco Central consta no Relatório de Estabilidade Financeira (REF) referente ao segundo semestre de 2025 atualizado Compartilhar notícia O Banco Central (BC) considera que a série de liquidações extrajudiciais das instituições financeiras do conglomerado do Banco Master não levaram a riscos para o Sistema Financeiro Nacional (SFN).
A informação consta no Relatório de Estabilidade Financeira (REF) referente ao segundo semestre de 2025, divulgado nesta segnda-feira (25/5) pela autoridade monetária.
O que é o REF
– O Relatório de Estabilidade Financeira (REF) é uma publicação destinada a apresentar o panorama da evolução recente e as perspectivas para a estabilidade financeira do Brasil.
💥 Impacto e Consequências
– O documento é publicado a cada semestre pelo Banco Central, que também organiza as informações do REF.
– O REF ainda traz avaliações sobre o sistema financeiro internacional e sobre as infraestruturas do mercado financeiro.
– Também apresenta o resultado da pesquisa de estabilidade financeira.
💥 Como metrópoles Afeta o Cotidiano
“A liquidação extrajudicial de instituições integrantes do conglomerado Master não gerou efeitos sistêmicos no SFN.
Após a liquidação, clientes ressarcidos pelo FGC direcionaram recursos, principalmente para instituições financeiras (IFs) de maior porte e de maior relevância sistêmica, em linha com o esperado em eventos de resolução bancária”, destaca publicação do BC.
O Banco Master foi liquidado extrajudicialmente em 18 de novembro de 2025, diante de uma investigação de venda de títulos falsos.
🧠 Especialistas Analisam metrópoles
O proprietário da instituição financeira, Daniel Vorcaro, está preso na Polícia Federal (PF).
No total, desde novembro, o BC liquidou oito instituições do conglomerado.
De maneira geral, no relatório, o Banco Central avalia que não há risco “relevante” para a estabilidade financeira.
A autoridade monetária considera que o país continua com “capitalização e liquidez confortáveis e provisões adequadas ao nível de perdas esperadas”.
“A rentabilidade do SFN permaneceu praticamente estável, demonstrando resiliência e capacidade de gerar lucros para aumentar o capital.
Além disso, os testes de estresse de capital e de liquidez demonstram a robustez do sistema bancário”, detalha trecho do documento.
Crédito
O BC também observa que houve uma desaceleração na concessão de crédito, “em linha com a moderação do crescimento da atividade econômica”.
No momento, o governo federal tenta, por meio do programa Novo Desenrola Brasil, o Desenrola 2.0, reduzir o endividamento e a inadimplência da população, que estão em níveis recordes.
“A desaceleração do crédito foi acompanhada por leve melhora na qualidade das novas contratações com pessoas jurídicas, sugerindo maior cautela na originação.
Em relação às famílias, sinais de propensão ao risco persistem em modalidades específicas, notadamente no crédito pessoal não consignado, que continuou crescendo a taxas elevadas e com aumento da participação de operações sem garantia”, constata.
Fonte: Metrópoles
25/05/2026 10:25











