Anvisa libera produção nacional da vacina de chikungunya pelo Butantan; entenda o impacto no SUS Descubra como a fabricação local da primeira vacina do mundo contra a chikungunya pode mudar o combate à doença e garantir sua proteção no SUS A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou nesta segunda-feira (04) a fabricação em solo brasileiro da vacina contra a chikungunya.
O imunizante, chamado de XCHIQ, foi desenvolvido pelo Instituto Butantan em uma parceria estratégica com a farmacêutica franco-austríaca Valneva.
Com essa nova decisão regulatória, a vacina passa a ser produzida diretamente no país.
📌 Pontos Principais
Essa mudança é um passo fundamental para que o imunizante seja incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) de forma mais ágil.
De acordo com informações do portal g1, a produção local deve facilitar significativamente o acesso da população ao medicamento.
A vacina XCHIQ para chikungunya já possuía aprovação da Anvisa desde abril de 2025.
🔍 Detalhes Importantes
No entanto, o registro anterior previa a fabricação apenas nas unidades da Valneva no exterior.
Agora, o Butantan está oficializado como centro produtor e realizará o processo de formulação e envase em suas unidades laboratoriais.
A agência garantiu que o produto nacional manterá rigorosamente os mesmos padrões de qualidade, segurança e eficácia do original.
🔄 Atualizações Recentes
Este imunizante foi o primeiro do mundo a receber registro contra a arbovirose.
Ele é indicado especificamente para adultos com idade entre 18 e 59 anos que vivem em áreas de alto risco de exposição.
O cenário da doença no mundo e no Brasil justifica a urgência da medida.
Em 2025, a Organização Pan-Americana da Saúde contabilizou cerca de 620 mil infecções globalmente.
No território brasileiro, o Ministério da Saúde registrou mais de 127 mil casos e 125 mortes no mesmo período.
A chikungunya é transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti e causa febre alta e manchas na pele.
O maior problema de saúde pública, contudo, são as dores articulares intensas que podem se tornar crônicas e durar anos.
A vacina é uma resposta direta para reduzir esse impacto social e econômico.
Estudos clínicos de fase 3 realizados com adolescentes brasileiros demonstraram resultados impressionantes.
A pesquisa, publicada na revista científica "The Lancet Infectious Diseases" em setembro de 2024, mostrou que 98,8% dos voluntários sem contato prévio com o vírus desenvolveram anticorpos neutralizantes.
Após seis meses da aplicação de uma dose única, a proteção se manteve em 99,1% dos jovens.
A maioria dos efeitos colaterais relatados foi considerada leve, como dor de cabeça e fadiga.
Vale ressaltar que o uso é contraindicado para gestantes e pessoas imunodeficientes.
Com a fabricação nacional, o Brasil reforça sua soberania na produção de vacinas e no combate às doenças tropicais.
Comentários
As opiniões expressas nos comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Terra.
Fonte: Terra
04/05/2026 21:40









