Gerando resumo Para o economista e pesquisador associado do Insper Marcos Mendes, o Brasil tem dificuldade em andar para a frente e a pauta que está sendo discutida no Congresso Nacional hoje é “Brasil de marcha à ré”.
O especialista participou nesta quarta-feira, 27, do “Brasil Adiante”, projeto do Estadão que vai reunir, até agosto, especialistas e lideranças da sociedade civil que vão discutir e apontar propostas práticas para os principais problemas do País.
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“Vou fazer uma pequena provocação.
🔍 Detalhes Importantes
Nosso debate aqui chama Brasil Adiante e a pauta que está sendo discutida hoje no Congresso é o Brasil de marcha à ré.
Estão discutindo hoje a escala 6×1 sendo compensada por um aumento do limite para inclusão do MEI.
Isso demonstra a dificuldade de andar para frente”, afirmou o economista.
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Para Mendes, essa dificuldade ocorre porque o Brasil acabou constituindo uma sociedade de “baixa coesão social”, na qual, no trato do interesse público, prevalecem os interesses privados.
“Então, cada um vai pegar o seu pedaço, se proteger e ganhar a sua parte.
Isso destrói a criação de valor público, a preservação do interesse coletivo”, disse.
📌 Pontos Principais
O arcabouço fiscal é uma nova versão do teto de gastos e ambos fracassaram, diz Marcos Mendes O economista disse em painel do Brasil Adiante que se o próximo governo basear a nova política fiscal em uma reforma do arcabouço, será “uma perda de tempo”.
Crédito: Estadão De acordo com o economista, o próximo governo deveria ter, pelo menos, três prioridades a serem pautadas já no dia 1 do mandato: uma mudança na indexação dos benefícios previdenciários assistenciais, desvinculação de receita e despesa, além de uma forte reforma da Previdência.
Para isso, entretanto, é necessário que esse novo líder repense as relações entre Executivo e o Congresso.
“O único caminho é, no primeiro dia do governo, fazer um pacote amplo de medidas de reformas fiscais, de reformas de produtividade, colocar isso no Congresso, que ficará na defensiva, sem tempo para negociar emendas”, afirmou Mendes.
Fonte: Estadão
27/05/2026 12:46











