Da Conta Delas: Os riscos de emprestar o cartão de crédito Da Conta Delas: Os riscos de emprestar o cartão de crédito. Gerando resumo Depois de uma sequência de lançamentos de cartões de crédito voltados para a alta renda, grandes bancos começaram a apertar as regras para os clientes, seja com aumento da anuidade dos produtos ou com restrições para o acesso a salas VIP em aeroportos.
Principais Desenvolvimentos Políticos
bancos e fintechs Anuidade dos cartões aumenta em até 185,7% As instituições financeiras também têm mexido nas anuidades dos cartões. Leia mais – C6 Bank aumenta pontuação de cartão e amplia disputa pela altíssima renda – Acima do Black: os novos cartões de luxo que disputam o público de altíssima renda – Cartão de crédito movimenta R$ 3,1 tri no Brasil e acirra disputa entre A partir de 13 de julho, o cartão BB Altus do Banco do Brasil terá uma anuidade de R$ 4 mil. O que representa um aumento de aproximadamente Antes, o valor era de R$ 1,8 mil, 122%. A anuidade será isenta para gastos mensais a partir de R$ 40 mil e terá 50% de desconto para gastos a partir de R$ 25 mil.
Private, reforçando a diferenciação da oferta para esse segmento. De acordo com o banco, com o lançamento do Altus Liv, tornou-se necessário o reposicionamento do cartão voltado ao público Até então, mesmo estando uma categoria abaixo do Altus, o como se sabe, Altus Liv tinha uma anuidade maior, de R$ 3,6 mil. Em breve, deve lançar Em nota, o BB acrescentou que, um novo cartão para completar a família de cartões de altíssima renda, com posicionamento complementar aos demais produtos da linha Altus. O Banco de Brasília (BRB) fez um movimento maior.
A partir de 17 de julho, a anuidade do cartão BRB Dux subirá de R$ 1.680 para R$ 4,8 mil, um aumento de 185,7%. Passará de R$ 35 mil para R$ 50 mil. O banco endureceu as regras para isenção da cobrança: o gasto mensal necessário para obter 100% de desconto As condições de acesso às salas VIP também ficaram mais restritas. De R$ 10 mil por mês nos três meses anteriores. Desde 8 de junho, clientes que desejam utilizar os programas Priority Pass, LoungeKey e Visa Airport Companion precisam comprovar uma média de gastos
Antes, bastava registrar despesas de R$ 5 mil como se sabe, na última fatura para ter acesso ao benefício. Procurado, o BRB não comentou o motivo das novas regras. Leia mais De acordo com Patzlaff, planejador financeiro, na hora de decidir se vale ou não continuar com os cartões após as mudanças, o consumidor sem dúvida, deve fazer um cálculo de custo-benefício, colocando no papel quanto o cartão devolve em benefício e subtraindo o custo da anuidade, mesmo que ela seja isenta. Consequentemente, no final do ano é um péssimo negócio”, alerta. “gastar r$ 5 mil a mais por mês em compras desnecessárias para economizar r$ 4 mil de anuidade
Impactos na Política Nacional
diretor das plataformas especializadas em viagens Aperto nas regras deve se espalhar pelo mercado de cartões Para Leonardo Cassol, Melhores Cartões e Melhores Destinos, o movimento dos bancos não surpreende, já que oferecer benefícios exige um investimento elevado das instituições. Ele acredita que outros emissores devem seguir estratégias similares. Os bancos têm saídas para não ficar no prejuízo: condicionar o benefício ao uso do cartão ou compensar com uma anuidade maior. Os usuários que mais utilizam o cartão e ajudam a rentabilizar o produto. As outras opções, segundo Cassol, seriam restringir o acesso ao cartão, o que levaria a instituição a abrir mão de clientes, ou reduzir diretamente os benefícios, medida que afetaria
O especialista aponta ter se tornado comum ver clientes com os chamados “cartões de gaveta”, produtos mantidos apenas para acumular benefícios, sem que haja gastos relevantes ou adesão a outros serviços de um banco, como investimentos. Tiverem benefícios relevantes, como as salas VIP”, diz. “Isso vai ficar cada vez mais difícil, pelo menos nos cartões do segmento de alta renda que forma de aprimorar o atendimento nas salas VIP dos aeroportos. Para Boanerges Ramos Freire, sócio e presidente da Boanerges & Cia Consultoria, as mudanças nas regras pelos bancos também representam uma Quando se restringe esses espaços a um público menor, o serviço tende a melhorar e a entregar uma maior personalização.
se trata dos clientes mais endinheirados. Ele ressalta, porém, que as instituições devem ser cautelosas, principalmente quando “Não faz sentido mexer tanto na qualidade percebida por quem está no topo da pirâmide. Topo, mas não exatamente nele”, afirma. Faz mais sentido mexer nas condições para quem está próximo do Um movimento de downgrade – ou seja, de tirar o acesso a um serviço já disponibilizado previamente – como esperado, pode causar percepção negativa em um cliente de mais alta renda, sensível à qualidade do que lhe oferecem.
No limite, a insatisfação pode levar ao cancelamento do produto. Como a retirada Freire afirma que esse cancelamento pode desencadear outras consequências para a instituição, de investimentos e o encerramento dos demais produtos e serviços mantidos pelo consumidor. “O cliente não tem que ser visto só como um usuário de cartão de crédito. Ele tem que ser visto no conjunto das relações que possui com o banco”, diz.
Fonte: Estadão
28/06/2026 16:18












