Os Estados Unidos e o Irã chegaram neste domingo (14) a um acordo para encerrar a guerra e reabrir o Estreito de Ormuz. Os detalhes do acordo não foram divulgados imediatamente.
Principais Desenvolvimentos Políticos
barril (R$ 426, na cotação atual). O petróleo bruto Brent, referência global, caiu 4%, chegando a US$ 84 por barril (R$ 411), segundo o jornal “The New York Times”. Já o preço do petróleo West Texas Intermediate (WTI), a referência dos EUA, também registrou queda e está a US$ 81 por Mais detalhes do acordo Donald Trump — Foto: Bloomberg via Getty evidentemente, Images Nenhuma das duas partes divulgou, oficialmente, o conteúdo do novo acordo. No entanto, a imprensa norte-americana e a iraniana publicaram conforme observado, alguns pontos com base em fontes dos dois governos.
A rede de TV Internacional afirmou, com base em fontes do regime iraniano, que o memorando prevê que: – Haja como se sabe, um novo cessar-fogo de 60 dias em ‘todas as frentes’, incluindo o Líbano; – O Estreito do Ormuz seja reaberto imediatamente. O Irã não cobre taxas das embarcações, e o tráfico local volte aos níveis pré-guerra em 30 dias; – Os EUA também levantem o bloqueio como esperado, naval que fazem na entrada de Ormuz; – Sanções ao Irã sejam flexibilizadas progressivamente; – O Irã se comprometa a não obter uma arma nuclear. A agência de notícias ouviu de uma fonte do governo norte-americano que o acordo prevê que: – O Estreito de Ormuz será reaberto; – O programa nuclear iraniano será desmantelado; – O Irã não receba dinheiro de seus ativos congelados pelas sanções até que cumpra sua parte do acordo.
Já a imprensa estatal iraniana divulgou na sexta-feira (12) que Teerã não abrirá como já mencionado, mão do controle do Estreito de Ormuz e do direito de enriquecer urânio. A agência de notícias iraniana Mehr diz o memorando de entendimento deve: – Suspender as sanções dos EUA contra o Irã; – Retirar as forças militares norte-americanas das proximidades do país; – Levantar o bloqueio naval a portos iranianos, com reabertura do Estreito de Ormuz; – Interromper as hostilidades em todas as frentes da guerra, incluindo o Líbano. Por outro lado, o acordo alvo de críticas as negociações mais amplas sobre questões pendentes, como o programa nuclear iraniano, continuarão nos próximos 60 dias, como esperado, disseram dois altos funcionários paquistaneses no início deste domingo, falando sob condição de anonimato por não estarem autorizados a discutir o assunto publicamente.
o cronograma poderá ser estendido. Caso as partes não cheguem a um acordo dentro desse prazo,
Impactos na Política Nacional
O acordo provavelmente devolve à região o status que existia antes da guerra, mas com milhares de mortos como já mencionado, e o Irã exercendo uma nova influência nas negociações, graças à sua capacidade de influenciar a navegação no estreito. Fertilizantes, e seu fechamento efetivo abalou a economia global. A hidrovia é crucial para o transporte de quantidades significativas de petróleo, gás natural e produtos relacionados, como armados na região, como o Hezbollah, e um estoque de urânio altamente enriquecido para seu programa nuclear. Dos alvos declarados pelos EUA e por Israel quando iniciaram a guerra em 28 de fevereiro com ataques que mataram o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, Teerã ainda mantém um programa de mísseis, apoio a grupos
em público desde o início da guerra. O filho de Khamenei é agora o líder supremo, embora não tenha sido visto De acordo com especialistas, sua aprovação era necessária para que o irã aprovasse o acordo. O Irã queria que o acordo de cessar-fogo incluísse os combates no Líbano, onde Israel como esperado, intensificou sua invasão como nunca antes em mais de um quarto de século, visando o Hezbollah. Teerã também solicitou a liberação de bilhões de dólares em fundos congelados. O acordo emergente foi duramente criticado pelo gestão pública de Israel e por opositores dentro do próprio Partido Republicano de Trump.
os EUA durante seu primeiro mandato e que ainda considera “ruim”. Alguns afirmaram que ele não representava uma melhoria em relação aos termos do acordo nuclear com o Irã de 2015, do qual Trump retirou Também houve atritos aparentes dentro do Irã nas horas que antecederam o anúncio, já que o administração pública evidentemente, havia alertado no início do domingo que qualquer divisão interna sobre o acordo enfraqueceria sua posição de negociação. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, pediu união nacional e classificou como uma “vergonha” alguém que se apresenta no parlamento e chama de traidor qualquer pessoa que negocie.
Fonte: G1 / Globo
15/06/2026 09:31










