Menos jornada, mesmos encargos: a matemática da escala 6×1 que o governo não está discutindo No ‘Fala, Duquesa!’ desta semana, a colunista do ‘Estadão’ fala sobre o aumento de custo por hora trabalhada com a redução da jornada.
Crédito: Edição: Felipe Pahor Gerando resumo BRASÍLIA – A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira, 27, a proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1 e reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais.
O texto segue para o Senado – onde precisa de, no mínimo, 49 votos para ser aprovado, também em dois turnos de votação.
📌 Pontos Principais
A PEC prevê uma transição de 14 meses para reduzir a jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanaise abre espaço para adoção medidas para aliviar microempreendedores individuais, microempresas e as empresas de pequeno porte.
Segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego, dos 50,3 milhões de vínculos trabalhistas formais no País, a maior parte (29,7 milhões) já opera na escala 5×2.
Trabalham hoje na escala 6×1 14,8 milhões de brasileiros, segundo a pasta.
🔄 Atualizações Recentes
Em relação à jornada, 74% dos trabalhadores formais têm jornada de 44 horas semanais, segundo a pasta.
No recorte por tamanho das companhias, segundo o ministério, 35% das micro e pequenas empresas operam na escala 6×1 – fatia similar à do setor agropecuário (35,4%).
No caso das grandes empresas, 33,7% operam em 6×1.
🧠 Análise da Situação
A pasta apontou os setores que seriam mais afetados, por terem maior dependência da escala 6×1, como transporte aéreo (53,2%), serviços de alojamento (52%), serviços de alimentação (47,1%) e comércio (42,2%).
Dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), que retrata o mercado formal, também indicam que a redução para 40 horas semanais teria menos impacto no setor de serviços, onde a média é de 40,84 horas semanais.
Já comércio, Construção, Indústria e Agropecuária têm médias pouco acima de 44 horas semanais.
Fonte: Estadão
28/05/2026 15:16











