Ataques aéreos atingiram áreas civis e monumentos históricos em uma das ofensivas mais letais desde o cessar-fogo estabelecido no mês passado; primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirma que o país ampliará as operações terrestres.
O exército de Israel deflagrou uma série de bombardeios massivos contra o território libanês.
Ao todo, foram registrados pelo menos 120 ataques em um único dia.
📊 Fatos e Dados
O Ministério da Saúde do Líbano confirmou a morte de 31 pessoas, entre elas quatro crianças, em decorrência da ofensiva que reduziu edifícios a escombros.
Ofensiva atinge patrimônio e áreas civis
Regiões próximas ao Castelo de Beaufort, uma fortaleza medieval tombada como patrimônio histórico no sul do Líbano, foram alvejadas.
A cidade de Nabatieh, no leste, também sofreu bombardeios intensos.
💥 Impacto e Consequências
A localidade possui um valor simbólico, sendo marcada pela resistência histórica durante a invasão israelense de 1983.
Apesar da escala da operação, moradores das áreas atingidas negaram a presença de combatentes do grupo islâmico Hezbollah nos locais bombardeados.
"Não há nada aqui, apenas as casas de pessoas inocentes", afirmou um sobrevivente que teve sua residência destruída.
🧠 Análise da Situação
Conflito terrestre e impacto humanitário
Além das investidas aéreas, soldados israelenses avançaram por terra e entraram em confronto direto com militantes do Hezbollah.
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou que as forças de defesa de Israel estão ampliando as operações e assumindo o controle de áreas estratégicas no Líbano.
A situação humanitária se deteriora rapidamente.
Segundo dados do governo libanês, desde março, mais de 3.200 pessoas morreram no país, com uma maioria expressiva de vítimas civis, incluindo mulheres e crianças.
O número de deslocados supera um milhão de pessoas, que fugiram do sul em direção aos arredores da capital, Beirute.
Mesmo durante o Eid al-Adha, uma das festividades mais importantes do calendário islâmico, o clima foi de temor e tensão.
Milhares de fiéis participaram de orações em Beirute e Sidon sob a sombra constante do conflito.
Crise em Gaza e novos alvos
Enquanto a situação no Líbano se agrava, o cenário na Faixa de Gaza permanece crítico.
Após dois anos de bombardeios, o número de mortos no enclave palestino já ultrapassa 70 mil pessoas, conforme autoridades locais.
Em uma das ações recentes, Israel anunciou a morte de Mohammad Odeh, apontado como o novo chefe da ala armada do Hamas.
O ataque que eliminou o militante atingiu um prédio residencial, resultando em pelo menos seis mortes confirmadas e deixando os sobreviventes em uma rotina diária de remoção de escombros.
A ONU alertou que a escalada do conflito no Líbano segue padrões alarmantes, semelhantes ao cenário de destruição observado na Faixa de Gaza.
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Fonte: Band Notícias
27/05/2026 21:44











