O Fluminense está nas cordas na Libertadores porque repete seus erros.
Aconteceu contra o Bolívar, na terça-feira, no Maracanã, mas é um sintoma de todas as rodadas do time.
Por isso, os termos "de novo", "mais uma vez" ou "novamente" serão usados nesta análise.
A atuação na vitória por 2 a 1 evitou uma eliminação precoce, mas foi um "copia e cola" das últimas atuações.
Para o bem e para o mal.
A fala de Maxi Cuberas sobre a falta de contundência do Fluminense faz sentido.
Mais uma vez, a equipe criou para golear.
Assim como ocorreu contra São Paulo, Operário, Vitória…
🧠 Análise da Situação
e agora Bolívar.
Teve chances em profusão para conseguir a diferença de três gols, principalmente depois de abrir o placar logo com cinco minutos.
Esbarrou no excesso de capricho e na falta de pontaria, de novo.
O Fluminense, novamente, pecou nas substituições feitas.
John Kennedy não fazia boa partida, mas tirá-lo logo após o gol minou o setor ofensivo.
Cano é um ídolo, mas apostar na mística a esta altura do campeonato é raso.
A entrada de Ganso, totalmente desconexo da partida, então, surtiu menos efeito ainda.
Por mais que Savarino estivesse mal no jogo.
Por fim, o Fluminense, de novo, não consegue ficar sem ser vazado.
São dez partidas com gols sofridos nos últimos 11 jogos, sendo esta a oitava seguida com bolas na rede.
Mas aqui vale a reflexão.
Em 2025, quando Thiago Silva não jogava, era nítida a dificuldade da equipe quando Ignácio e Freytes atuavam juntos.
Em 2026, foi exatamente esta a dupla escolhida para um jogo decisivo de Libertadores.
De novo, os dois estiveram envolvidos numa falha grave.
Se com Thiago Silva já não era o ideal, o que faz acreditar que os dois juntos podem ser solução?
Vale também ser justo: Hércules e Guilherme Arana foram mal no lance do gol do Bolívar.
Mesmo com todos esses pesares, o Fluminense se recusa a ser eliminado da Libertadores.
Na última rodada, precisa vencer e contar por um tropeço do Bolívar.
É a única combinação possível.
Nas cinco primeiras rodadas, foi um time que fez por merecer a queda.
Mas ainda é capaz de classificar.
📊 Informação Complementar
Fluminense x Bolívar — Foto: Thiago Ribeiro/AGIF
No jogo de terça, dentro de campo, o Fluminense conseguiu fazer o mais difícil em partidas deste tamanho: abrir o placar cedo e sufocar o adversário.
Lucho Acosta, com apenas cinco minutos, fez o Maracanã explodir.
Os mais de 60 mil presentes deram ao estádio uma atmosfera poucas vezes vista recentemente.
Ou seja, o time teve a faca e o queijo na mão para conseguir o necessário.
E chegou perto de conseguir.
Ainda no primeiro, foram várias as oportunidades criadas que poderiam ser o 2 a 0 — vale lembrar que o placar de 3 a 0 encaminhava a vaga, mas vencer por dois gols de diferença deixava a classificação totalmente aberta.
John Kennedy perdeu um na cara, Lucho Acosta e Guilherme Arana saíram livres e erraram o passe decisivo.
Então, veio o baque.
O Bolívar não chegava perto de pressionar, mas precisou de apenas um ataque para empatar.
Hércules é facilmente driblado no meio, Freytes e Arana batem cabeça, Ignácio erra a cobertura.
Gol sofrido com uma facilidade imperdoável para jogos deste nível.
Então, como é repetido, o time desmorona mentalmente dentro de campo — assim como foi visto nos últimos jogos.
Do empate até o apito final da primeira etapa, foram os piores minutos do Fluminense dentro do Maracanã: caindo na catimba do Bolívar, dando margem para a arbitragem permitir a cera e errando lances fáceis que fizeram o ambiente do estádio virar contra a equipe.
As vaias antes do intervalo ilustram bem isso.
John Kennedy comemora o segundo gol tricolor — Foto: Andre Durão
Na volta para o segundo tempo, os minutos iam passando e o Fluminense se desesperando.
Mas, diferentemente do final da primeira etapa, havia um caminho seguido em meio ao caos.
O time melhorou após a entrada de Castillo e, mais uma vez, mostra que atua melhor com dois atacantes de área.
O argentino chegou a marcar, mas o lance foi anulado por impedimento.
Então, veio um erro que minou a partida.
Cuberas, que substituiu o suspenso Zubeldía, chamou Cano e Ganso para entrar.
Deu tempo de, no seu último lance em campo, John Kennedy empatar e evitar uma eliminação precoce do Fluminense — matematicamente, a equipe tricolor estaria fora da competição com o empate —, mas o time caiu de produção a partir dali.
Cano não entrou bem.
Brigou, lutou, mas estava visivelmente sem ritmo.
A escolha por ele num cenário pressão e desespero mostrou-se um erro.
Pareceu uma aposta no lúdico, algo muito pobre para um jogo que era praticamente um mata-mata.
Ganso pareceu não entender a importância do jogo.
Lento, entrou muito mal e foi facilmente marcado pelo Bolívar.
Mesmo neste cenário de caos, a equipe ainda teve chances para conseguir o importante terceiro gol.
Samuel Xavier parou no goleiro Lampe.
Cano e Castillo quase ampliaram.
A vitória por 2 a 1 serve para não eliminar o Fluminense de forma prematura, mas deixa o clube nas cordas para a última rodada da fase de grupos da Conmebol Libertadores, no dia 27.
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Fonte: Globo Esporte
20/05/2026 06:28











