Gerando resumo
O São Paulo Innovation Week iniciou seu segundo dia nesta quinta-feira, 14, promovendo uma série de palestras sobre diversos assuntos no Estádio do Pacaembu e na FAAP.
Como uma das primeiras atividades da data, a Orquestra Bachiana Filarmônica do SESI-SP se apresentou na Plenária.
Sob a batuta do maestro João Carlos Martins, o concerto teve a condução de orquestra realizada, em partes, por um robô, unindo o ser humano e a tecnologia.
📊 Fatos e Dados
A estreia da iniciativa se deu ainda no início de 2026, em 29 de março, quando a Avenida Paulista virou palco do concerto, trazendo à tona uma questão que rodeia as discussões atuais: até onde deve ir a tecnologia?
Falar sobre IA no meio das artes é um tema bastante polêmico.
Enquanto alguns defendem que esse é um avanço inevitável, outros se colocam totalmente contra este tipo de tecnologia, pregando, em especial, que há uma perda de emoções e do que a cultura realmente se trata.
🔍 Detalhes Importantes
Fato é: quanto mais o tempo passa, mais intrínsecos esses avanços estão à sociedade.
O concerto realizado na São Paulo Innovation Week foi curto.
Durante algo em torno de 20 minutos, o maestro e sua orquestra apresentaram a obra Eine kleine Nachtmusik, de Mozart, com quatro peças.
🔄 Atualizações Recentes
Com toda orquestra a postos, um robôs humanoide aparece no palco e, logo nos primeiros acordes, é possível perceber que sim, ele é capaz de entregar aquilo que é proposto a fazer.
Após um pequeno trecho guiado pela tecnologia, o maestro João Carlos Martins assume comando, e a transformação é nítida.
Apesar de seu colega realizar feito que há alguns anos não seria imaginável, fica clara a distinção entre humano e máquina.
Leia também Segundo dia do São Paulo Innovation Week traz neurociência, limites da IA e potência humana Marcelo Tas e Rita Von Hunty debatem possibilidades da IA: ‘Não tem como avançar sem o olhar humano’ Avanços alcançados em cada onda tecnológica formam a genealogia da IA, diz pesquisador no SPIW Conforme indicado pelo maestro no concerto, “nada substitui o coração e a alma de um ser humano”, e esse é o ponto chave da questão.
Lutar contra as tecnologias pode não ser a melhor opção quando se é possível trabalhar em conjunto.
Há de ser frisado, no entanto, que não importa o quanto evolua, um robô jamais será capaz de transmitir o que há de mais intrínseco ao ser humano, que é a vida e, como bem ressaltado por Martins, a emoção.
Em seu discurso inicial, o maestro narrou como um diagnóstico que o impediria de tocar piano levou-o à decisão de tornar-se maestro e reforçou a importância da tecnologia, que possibilitou seu retorno ao instrumento – mesmo que não como antes.
Mas o artista reforçou que um elemento se manteve sempre presente: suas emoções.
Como já havia sido antecipado pelo maestro, o robô de modelo Unitree G1 passará por algumas melhorias e um maior desenvolvimento, a partir do acompanhamento de engenheiros e programadores para que assim, pudesse emular, de maneira mais fiel, os movimentos de Martins.
Apesar de bastante impressionante o que o robô é capaz de fazer, falta-lhe o que é de mais real ao homem: a vida.
São Paulo Innovation Week
O São Paulo Innovation Week, maior festival global de tecnologia e inovação, é realizado pelo Estadão em parceria com a Base Eventos, no Pacaembu e na Faap, até esta sexta-feira, 15.
Entre os mais de 2 mil palestrantes convidados para os três dias do evento, estão especialistas brasileiros e estrangeiros em áreas como ciência, saúde, educação, agronegócio, finanças, mobilidade, geopolítica, esportes, sustentabilidade, arte, música e filosofia, entre muitas outras.
Fonte: Estadão
14/05/2026 13:49











