Devido à guerra no Irão, iniciada pelos Estados Unidos e por Israel, a questão do fornecimento de armas norte-americanas a Kyiv tornou-se “um grande problema”, disse Volodymyr Zelensky à emissora televisiva pública ZDF, após uma visita a Berlim.
"Se a guerra continuar, haverá menos armas para a Ucrânia.
Isto é crítico, especialmente em termos de defesa aérea”, explicou o chefe de Estado ucraniano, acrescentando que isso o fornecimento de mísseis Patriot, muito utilizados no Médio Oriente, e cuja escassez na Ucrânia “não podia ser pior” do que está agora.
💥 Impacto e Consequências
Quanto aos dois enviados norte-americanos, que descreveu como “pessoas pragmáticas”, Zelensky disse que estão “a tentar chamar mais a atenção de Putin para pôr fim à guerra” que já dura há mais de quatro anos.
Contudo, salientou, "se os Estados Unidos não pressionarem Putin […] e apenas dialogarem pacificamente com os russos, então eles não terão mais medo".
Volodymyr Zelensky estabeleceu hoje uma parceria estratégica com o chanceler alemão, Friedrich Merz, baseada na cooperação militar, particularmente em 'drones'.
📊 Fatos e Dados
Como maior financiador de Kyiv desde 2025, Berlim quer desempenhar um papel central no processo diplomático, enquanto Donald Trump, focado no Médio Oriente, impôs negociações sem a participação dos europeus e parece determinado a ceder território ucraniano à Rússia.
A Alemanha financiará, principalmente, a entrega à Ucrânia de centenas de mísseis 'Patriot' e lançadores para os sistemas de defesa aérea Iris-T.
Zelensky anunciou ainda que os dois países estão a trabalhar num "acordo bilateral sobre 'drones'".
A invasão militar russa do território ucraniano, lançada em 24 de fevereiro de 2022, mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Leia Também: Zelensky e Merz lançam parceria de cooperação para produção de drones
Fonte: noticiasaominuto
14/04/2026 17:50











