“A Itália está pronta a fazer a sua parte quanto à estabilidade do Líbano”, disse hoje Antonio Tajani, citado pela agência italiana Ansa, numa conferência de imprensa em Split (Croácia), após um encontro informal dos ministros do MED-9 (Cimeira dos Países do Sul da União Europeia).
De acordo com o vice-primeiro-ministro do executivo liderado por Giorgia Meloni, “soldados italianos estão presentes no país não só em missões nacionais mas também em missões bilaterais para assistir as forças armadas libanesas”.
“Estamos a trabalhar para organizar a minha viagem a Beirute nos próximos dias para falar com o presidente [Joseph] Aoun e mandar uma mensagem clara de Itália quanto à estabilidade deste importante país”, disse o responsável.
📊 Fatos e Dados
Na quarta-feira, o também ex-presidente do Parlamento Europeu chamou o embaixador de Israel em Itália, após um veículo italiano da UNIFIL (Força Interina das Nações Unidas no Líbano) ter sido atingido por fogo de aviso das Forças de Defesa de Israel, sem causar feridos.
A primeira-ministra Giorgia Meloni também condenou o incidente e pediu a Israel que terminasse a sua ofensiva no Líbano, considerando que os seus ataques “causaram demasiadas mortes e um número inaceitável de pessoas deslocadas”.
Dezenas de bombardeamentos em Beirute e no sul e leste do país vizinho terem provocado mais de 200 mortos e várias centenas de feridos.
🧠 Análise da Situação
Esta foi a maior vaga de ataques no Líbano desde o reatamento, em 02 de março, dos confrontos militares entre Israel e o Hezbollah, logo após o início da ofensiva israelo-americana contra o Irão, aliado do movimento xiita libanês.
Entretanto, Israel vai iniciar negociações diretas com o Governo libanês destinadas a desarmar o grupo xiita Hezbollah e estabelecer “relações pacíficas” entre os dois países, anunciou hoje o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu.
O acordo de Israel ao início de negociações diretas, após ter recusado reiteradamente apelos nesse sentido por parte das autoridades libanesas, surgiu no segundo dia de um cessar-fogo de duas semanas entre Irão e Estados Unidos.
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Israel concordou com a trégua, mas sustentou que, ao contrário do que tinha sido indicado inicialmente pela mediação do Paquistão, o entendimento excluía o Líbano, levando Teerão a repor temporariamente o bloqueio ao tráfego marítimo no estreito de Ormuz e a colocar em dúvida a sua presença nas negociações de paz com os Estados Unidos, previstas para os próximos dias em Islamabad.
Ao longo das últimas semanas, Israel desencadeou uma campanha de bombardeamentos no Líbano, a par da expansão das posições terrestres que já ocupava no sul do país no anterior conflito, provocando mais de 1.500 mortes e acima de um milhão de deslocados, de acordo com as autoridades de Beirute.
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Fonte: noticiasaominuto
09/04/2026 21:44











