Ataques ao Líbano fazem Irã ameaçar romper cessar-fogo e fechar Ormuz Ataques no Oriente Médio colocam em risco cessar-fogo com os EUA e rota estratégica do petróleo atualizado Compartilhar notícia A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que o país pode romper o cessar-fogo com os EUA e parar navios no Estreito de Ormuz se Israel seguir atacando o Líbano.
As informações foram divulgadas nesta quarta-feira (8/4) por agências de notícias estatais ligadas ao regime iraniano.
Um alto funcionário da Guarda Revolucionária ouvido pela agência Tasnim, afirmou que “o Irã está considerando a possibilidade de se retirar do acordo de cessar-fogo enquanto este continuar sendo violado pela entidade sionista através do ataque ao Líbano“.
🌍 O Cenário Atual de metropoles
Enquanto avaliam a medida, a autoridade afirmou que o país está identificando alvos para responder ainda hoje.
“Se os Estados Unidos não conseguirem controlar seu cão raivoso na região, o Irã os ajudará excepcionalmente nessa área!
E isso será feito pela força”, declarou o funcionário à agência.
🌍 Contexto e Relevância
Há também relatos da agência de notícias Fars, afiliada à Guarda Revolucionária, sobre a interrupção da passagem de navios e petroleiros no Estreito de Ormuz.
Na noite dessa terça-feira, o presidente Donald Trump afirmou que o país concordou em interromper, por duas semanas, os ataques contra o Irã, se o país concordar em reabrir o Estreito de Ormuz e permitir a passagem de navios.
Desde o aumento das hostilidades no Oriente Médio, o regime iraniano aumentou o controle sobre o Estreito de Ormuz.
🧠 Análise da Situação
Cerca de 20% de todo o petróleo mundial trafega pela passagem marítima.
A medida gerou instabilidade comércio internacional sobre um possível desabastecimento da commodity, o que impactou no aumento do preço do combustível em todo o mundo.
Ainda segundo Ebrahim Rezaí, porta-voz da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa da Assembleia iraniana, “deve-se deter imediatamente o tráfego de navios em Ormuz”.
“Em resposta à selvagem agressão sionista contra o Líbano, deve-se deter imediatamente o tráfego de navios em Ormuz, e é preciso impedir, por meio de um golpe”, declarou.
Ataques ao Líbano
O Líbano entrou no radar dos Estados Unidos e Irã devido à presença do grupo terrorista Hezbollah no país, que é financiado pelo regime iraniano.
Desde o aumento das hostilidades no Oriente Médio nas últimas semanas, o grupo também direcionou ataques a Israel e alvos ligados aos EUA no Golfo Pérsico.
Com o anúncio do cessar-fogo intermediado pelo Paquistão e anunciado na noite de ontem, havia o entendimento entre as partes de que o fim das hostilidades também se estendia ao Líbano.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, contudo, negou que o país estivesse coberto pela pausa.
Neste sentido, forças armadas israelenses mantiveram os ataques ao Líbano.
Na manhã desta quarta, as Forças de Defesa de Israel (IDF) informaram que realizaram o maior ataque coordenado em todo o Líbano desde o dia 28 de fevereiro, dia em que Israel e EUA realizaram o ataque coordenado contra o Irã que se desdobrou nas hostilidades das últimas semanas.
Fonte: metropoles
08/04/2026 12:51











