"O transporte público em Islamabad será gratuito para o público em geral nos próximos 30 dias, a partir de amanhã [sábado]", escreveu ministro do Interior paquistanês, Mohsin Naqvi.
O governo vai contribuir com 350 milhões de rupias (aproximadamente 1,25 milhões de dólares) à iniciativa, acrescentou.
Este anúncio surgiu depois da decisão de impor um aumento de 42,7% no preço da gasolina e de 54,9% no preço do diesel, o que provocou vários protestos de rua.
🌍 Contexto e Relevância
A governadora da província mais populosa do Paquistão, Punjab, anunciou subsídios específicos para camiões e autocarros e instou as operadoras a não aplicarem o aumento dos custos aos passageiros e consumidores.
"Este é um momento que exige responsabilidade coletiva, compaixão e união em prol do interesse nacional", escreveu Maryam Nawaz Sharif numa rede social.
A 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva militar contra o Irão, que retaliou com o encerramento do estreito de Ormuz – uma via marítima fundamental para o mercado petrolífero — e ataques contra Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.
💥 Como noticiasaominuto Afeta o Cotidiano
A atual situação provocou um aumento dos preços do petróleo e de outras matérias-primas.
O Paquistão é classificado como um país de rendimento médio-baixo, com aproximadamente 25% de 240 milhões de habitantes a viver em situação de pobreza, de acordo com dados do Banco Mundial.
O governo anunciou uma série de medidas de austeridade para economizar combustível, incluindo a mudança para uma semana de trabalho de quatro dias em muitos órgãos governamentais, a extensão das férias escolares e a transferência de algumas aulas para o formato ‘online’.
🔍 Detalhes Importantes
O governo já havia aumentado os preços dos combustíveis em 20% no início de março, mas resistiu a novos aumentos durante várias semanas.
Dezenas de pessoas participaram numa manifestação em Lahore, capital do Punjab, para pedir aos ministros que revertessem o aumento.
Diversos países asiáticos aumentaram os preços dos combustíveis ou implementaram outras medidas para lidar com a crise desencadeada pela guerra.
Na quinta-feira, o Bangladesh aumentou os preços do gás liquefeito de petróleo (GLP), usado para cozinhar, e do gás natural comprimido (GNC), usado em alguns veículos, em 29%.
No início desta semana, o Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou que economias vulneráveis, como a do Paquistão, enfrentam pressão não apenas do aumento dos preços da energia, mas também de interrupções nas cadeias de suprimentos.
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Fonte: noticiasaominuto
03/04/2026 13:11











