O Executivo suíço também recordou que o seu embargo de armas ao Irão está em vigor “há muito tempo” e que as exportações definitivas de material bélico para Israel também não são autorizadas há “muitos anos”.
Na Suíça, onde se aplica o princípio da neutralidade, a lei federal sobre material de guerra impede a exportação de armas para países envolvidos num conflito interno ou internacional e, com base nisso, o país não exporta material de guerra para a Ucrânia desde a anexação da Crimeia pela Rússia, em 2014.
No entanto, questionado sobre as exportações para os Estados Unidos, o presidente da Confederação Suíça, Guy Parmelin, comentou na segunda-feira perante o Parlamento que o princípio da neutralidade aplica-se aos conflitos que apresentam “uma certa duração e intensidade”, segundo relatam vários meios de comunicação suíços.
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“Se se verificar que este direito [de neutralidade] é aplicável, será necessário rever a pertinência do material exportado autorizado e, por consequência, a necessidade de revogação ou suspensão das autorizações”, acrescentou Parmelin, segundo o jornal ’20 Minutes’.
O Governo suíço quis esclarecer num comunicado que o direito de neutralidade “não proíbe completamente” a exportação de material bélico, mas condiciona-a ao cumprimento do “princípio da igualdade de tratamento”.
No ano passado, as empresas de armamento suíças exportaram material de guerra no valor de 948,2 milhões de francos suíços (1.052,6 milhões de euros), cerca de 43% mais do que no ano anterior.
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E os Estados Unidos foram o segundo maior comprador, apenas atrás da Alemanha, ao importar material no valor de 94,2 milhões de francos (105 milhões de euros), principalmente destinado a vários tipos de munição e componentes de aviões de combate.
Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.
O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.
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Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre e na Turquia.
Desde o início do conflito, foram contabilizados mais de mil mortos, na maioria iranianos.
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Fonte: noticiasaominuto
10/03/2026 22:03










