A atitude da Confederação Brasileira de Vôlei contra proibição de atletas trans Vereadores de Londrina aprovaram requerimento que veta Tiffany do Osasco de participar da fase final da Copa do Brasil sediada na cidade do Paraná A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) entrou com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta, 25, para tornar inconstitucional o requerimento aprovado por vereadores de Londrina que proíbe a participação de atletas trans na fase final da Copa do Brasil de Vôlei Feminino, sediada na cidade paranaense.
A decisão veta a atleta Tiffany, do Osasco, de jogar nesta sexta, 27, por sua equipe.
Ontem, quinta, 26, a medida liminar protocolada pela CBV foi distribuída à ministra Cármen Lúcia e segue sob análise da magistrada.
🔄 Atualizações Recentes
O requerimento na Câmara se baseia na lei municipal nº 13.770, aprovada em abril de 2024, de autoria da vereadora Jéssica Ramos Moreno (PP), Jessicão, que também liderou o pedido de votação.
Lê-se na ementa: “Dispõe sobre a proibição da participação de atleta identificado em contrariedade ao sexo biológico de seu nascimento em equipes e times esportivos e em competições, eventos e disputas de modalidades esportivas no município de Londrina e dá outras providências.” Em sessão marcada pelo regime de urgência, o requerimento recebeu 14 votos favoráveis e 3 contrários.
No parágrafo 2 do artigo 1, se proíbe também “a participação de atleta cujo gênero seja identificado em contrariedade ao sexo biológico de seu nascimento: gay, lésbica, bissexual, pansexual, intersexual, assexual, transexual, agênero, não binário de gênero, cisgênero, transgênero, travesti, entre outros.” A clareza da lei foi questionada durante o debate, pois até uma pessoa cisgênero, que se identifica com o gênero que é designado quando nasceram, está na lista de proibições.
🌍 Contexto e Relevância
O descumprimento resultaria em multa de R$10 mil e na suspensão de apoios institucionais, como bolsas de atletismo, à equipe infratora.
Além de acionar o STF, a CBV se pronunciou em nota: “A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) está adotando todas as medidas legais cabíveis para garantir a participação de atletas legalmente inscritos na Copa Brasil.
A jogadora Tifanny Abreu, do Osasco São Cristóvão Saúde, está elegível para a participação pelos critérios estabelecidos na política de elegibilidade de atletas trans da CBV.” Em nota, o Osasco São Cristóvão também se pronunciou: “Tifanny Abreu atua profissionalmente no voleibol nacional há mais de oito anos.
É uma atleta exemplar, dedicada e que cumpre rigorosamente todos os requisitos técnicos, médicos e de elegibilidade exigidos pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), órgão máximo que regula a modalidade no país.
Ela está, portanto, regularmente inscrita e apta a disputar qualquer competição sob a chancela da CBV.”
Fonte: veja
27/02/2026 17:14











