Por que o Paraguai virou paraíso para brasileiros viverem e fazerem negócios?
Na coluna ‘Não vou passar raiva sozinha’, a Duquesa de Tax explica por que cada vez mais brasileiros têm passado a enxergar o país vizinho como uma alternativa.
Crédito: Jefferson Perleberg/Estadão O Paraguai tornou-se um destino atrativo para brasileiros devido a custos menores e um sistema tributário mais simples, segundo Maria Carolina Gontijo, colunista do Estadão.
A CEO da Lupo, Liliana Aufiero, afirmou que a empresa transferiu parte da produção para o Paraguai devido à alta carga tributária no Brasil.
📊 Fatos e Dados
O regime de maquila no Paraguai, voltado à exportação, é um dos atrativos, mas exige estratégia e adaptação.
A Duquesa de Tax discute o tema em seu programa semanal no Estadão.
Por que o Paraguai, de repente, virou um paraíso para brasileiros viverem e fazerem negócios?
“De uns tempos para cá, todo mundo tem um amigo, um primo ou um ‘especialista’ do grupo de WhatsApp dizendo: ‘Vá para o Paraguai, abra uma empresa lá, mude-se para lá’”, diz a colunista do Estadão Maria Carolina Gontijo, a Duquesa de Tax (veja íntegra do programa no vídeo acima).
🌍 Contexto e Relevância
No programa Não vou passar raiva sozinha, ela explica que o motivo é o cansaço do brasileiro diante de custos elevados e de um sistema que ele não entende.
Na prática, a população vive uma rotina em que qualquer atividade — vender, comprar, investir ou contratar — vem acompanhada de um pacote de tributos e obrigações que mais parece um teste de resistência.
“O problema é que, quando o tema vira febre, também se transforma em terreno fértil para vendedores de sonho.” A Duquesa explica que há um conjunto de incentivos reais e uma lista bem objetiva de riscos e limitações que muita gente está ignorando.
No ano passado, a CEO da Lupo, Liliana Aufiero, deu uma declaração que reflete bem o cansaço do brasileiro: “Não é que a Lupo foi para o Paraguai, o Brasil empurrou a gente para o Paraguai.
Os impostos estão comendo a operação de forma violenta”.
A empresa transferiu parte da produção para o país vizinho.
“Mas qual é o atrativo concreto do Paraguai?
A resposta tem três pontos, nenhum deles é um milagre.
É matemática e ambiente de negócio”, diz.
A principal diferença em relação ao Brasil não está apenas no valor dos impostos, mas na lógica do sistema.
No Paraguai, a estrutura é mais simples e direta, dispensando a necessidade de decifrar um emaranhado de siglas, exceções e níveis de tributação.
No Brasil, o desgaste não vem só da carga elevada, mas de um modelo fragmentado, com impostos federais, estaduais e municipais, regimes especiais e uma indústria inteira dedicada a interpretar regras que mudam o tempo todo.
Esse contraste ajuda a explicar o interesse crescente pelo regime de maquila, voltado à indústria exportadora, mas também impõe limites claros.
Nem toda empresa se adapta ao modelo, que exige estratégia, escala e estrutura operacional.
O mesmo vale para pessoas físicas: mudar de país não é um truque fiscal, mas uma decisão de vida, com regras, custos e consequências.
📊 Informação Complementar
Programa
Todas as quintas-feiras, às 9h30, a Duquesa de Tax faz reacts (comentários sobre outros vídeos ou entrevistas) do noticiário econômico no Estadão.
Além disso, tem o programa semanal Não vou passar raiva sozinha.
Os vídeos inéditos vão ao ar sempre às segundas-feiras, às 9h30, para assinantes do Estadão.
Cortes do programa são distribuídos ao longo da semana nas redes sociais e na Rádio Eldorado.
A atração também tem uma versão em podcast.
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Fonte: estadao
02/02/2026 14:05











