Mirelle PinheiroColunas Vorcaro é mantido em cela “de vidro” no Presídio Federal em Brasília Banqueiro é monitorado de forma contínua durante fase inicial no sistema atualizado Compartilhar notícia Preso na Penitenciária Federal em Brasília, o banqueiro Daniel Vorcaro está sendo mantido em uma cela com parede transparente durante o período inicial de adaptação no Sistema Penitenciário Federal.
A coluna apurou que o espaço, localizado na ala de saúde da unidade, permite o monitoramento constante do interno a partir dos corredores, já que a legislação brasileira proíbe a instalação de câmeras dentro das celas.
Na prática, a estrutura funciona como uma espécie de “cela de observação”, utilizada pelos presos que fazem tratamento de saúde ou os que precisam ficar completamente afastados dos demais.
📌 Pontos Principais
Nos primeiros dias, Vorcaro chegou a permanecer com as luzes acesas durante a noite, como medida preventiva adotada pelos agentes para acompanhar possíveis alterações no estado emocional.
A cela, embora permita a visualização externa, não possibilita contato com outros internos.
Vorcaro segue isolado, sem interação com os demais, como prevê o protocolo do sistema federal.
🔍 Detalhes Importantes
O empresário está na chamada fase de inclusão, etapa que pode durar cerca de 20 dias e tem como objetivo garantir adaptação às regras rígidas da unidade e impedir qualquer tipo de comunicação externa ou interna não autorizada.
No presídio, toda comunicação com os policiais penais ocorre exclusivamente por meio de requerimentos escritos, limitados a cinco por semana.
Vorcaro permanece na ala de saúde desde que chegou à penitenciária e ainda não foi transferido para outras áreas da unidade.
🌍 Contexto e Relevância
“Preso”
A coluna também apurou que, dentro da unidade, agentes são proibidos de chamar os custodiados por apelidos ou nomes pelos quais são conhecidos publicamente.
Por isso, Vorcaro não é tratado pelo sobrenome, mas apenas como “preso” ou pelo primeiro nome, Daniel.
A regra vale para todos os detentos do sistema federal, incluindo lideranças criminosas conhecidas nacionalmente.
Nomes como Fernandinho Beira-Mar, por exemplo, passam a ser chamados apenas de Luís Fernando, enquanto Marcinho VP é tratado como Márcio.
Fontes ouvidas pela coluna afirmam, ainda, que, apesar da vigilância reforçada, o banqueiro mantém comportamento tranquilo e não apresentou episódios de descontrole.
A prisão foi mantida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de crimes financeiros e a atuação de uma estrutura paralela de monitoramento de autoridades.
Fonte: metropoles
18/03/2026 16:15











