Os óculos com Inteligência Artificial da Meta equipados com câmaras podem vir a representar problemas para a gigante tecnológica liderada por Mark Zuckerberg, com a imprensa sueca a indicar que estes dispositivos estão a enviar vídeos íntimos para serem avaliados por moderadores humanos em Nairóbi, no Quénia.
Os jornais suecos Svenska Dagbladet e Göteborgs-Posten publicaram artigos na semana passada onde apontam que empresas no Quénia contratadas pela Meta para moderar conteúdo estão a ter acesso a vídeos dos utilizadores destes óculos – os quais incluem “idas à casa de banho, sexo e outros momentos íntimos”.
Estas empresas contratadas pela Meta têm como objetivo fazer anotações para Inteligência Artificial, o que significa que identificam que se passa em imagens, áudio ou texto para ajudarem a Meta a treinar grandes modelos de linguagem.
🔄 Atualizações Recentes
“Vemos tudo – desde salas de estar a corpos nus”, contou um dos trabalhadores destas empresas às publicações suecas.
“A Meta tem esse tipo de conteúdo nas bases de dados deles”.
Apesar de um ex-funcionário da Meta indicar que os vídeos com nudez são muitas vezes desfocados automaticamente, os trabalhadores destas empresas dizem que “o sistema nem sempre funciona como suposto”.
🌍 Contexto e Relevância
O assunto já levou as entidades reguladoras no Reino Unido a lançarem uma investigação e já deu origem a um processo nos EUA, onde a Meta é acusada de violar leis de privacidade e também de publicidade enganosa.
Além da Meta, o processo também menciona a divisão norte-americana da Essilor Luxottica – a empresa responsável pelas marcas Ray-Ban e Oakley que têm óculos inteligentes da Meta.
Em reação ao escrutínio em torno dos vídeos captados pelos óculos inteligentes da empresa, um porta-voz da Meta adiantou que a maioria do conteúdo captado pelos dispositivos é mantido no dispositivo dos utilizadores.
🧠 Análise da Situação
“Quando partilhas conteúdo com a Meta AI, por vezes usamos trabalhadores independentes para analisar estes dados com o propósito de melhorar a experiência das pessoas, tal como fazem muitas outras empresas”, pode ler-se no comunicado partilhado com o site TechCrunch.
“Tomamos medidas para filtrar estes dados de forma a proteger a privacidade das pessoas e ajudar a impedir que as informações de identificação sejam analisadas”.
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Fonte: noticiasaominuto
06/03/2026 08:01











