Mirelle PinheiroColunas Vazamento de dados: servidora pede a Moraes acesso a “prova decisiva” Os advogados pediram acesso ao sistema da Receita para obter uma prova que eles consideram “decisiva” para o processo atualizado Compartilhar notícia A defesa da servidora Ruth Machado dos Santos, investigada por suposto acesso a dados da advogada Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes, ainda não teve o habeas corpus analisado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Os advogados também pediram acesso ao sistema da Receita para obter uma prova que eles consideram “decisiva” para o processo.
De acordo com levantamento feito pela coluna, os pedidos protocolados pela defesa seguem com status de “protocolado”, ou seja, ainda não foram apreciados.
🧠 Especialistas Analisam metropoles
No dia 17, os advogados apresentaram pedido de habilitação nos autos e requereram acesso ao processo.
Três dias depois, no dia 20, protocolaram nova petição solicitando a revogação das medidas cautelares impostas à servidora e o acesso ao e-mail institucional de Ruth na Receita Federal.
Caso o acesso direto não seja autorizado, a defesa pediu ao menos o espelhamento da conta de e-mail, sob o argumento de que ali estariam as provas “decisivas” do caso, incluindo a mensagem que, segundo Ruth, foi enviada à Receita antes da operação da Polícia Federal.
📌 Pontos Principais
A servidora afirma que respondeu formalmente aos questionamentos internos sobre o suposto acesso aos dados da esposa de Moraes e que apresentou documentos comprovando que, no dia e horário indicados pela auditoria, estava em atendimento presencial a um contribuinte na unidade da Receita onde trabalha, no Guarujá (SP).
Ela nega ter feito qualquer consulta aos dados cadastrais da advogada e sustenta que jamais compartilhou login ou senha com terceiros.
Mesmo após ter apresentado justificativas internas, Ruth foi alvo de busca e apreensão na terça-feira de Carnaval.
🧠 Análise da Situação
Teve objetos recolhidos, foi afastada do cargo, impedida de acessar sistemas do Fisco e passou a usar tornozeleira eletrônica por determinação judicial.
O caso integra o inquérito que apura possível acesso e vazamento de informações sigilosas de ministros do STF e de familiares, no âmbito do chamado inquérito das fake news.
Além de Ruth, outros três servidores também são investigados.
OAB Enquanto isso, o Conselho Federal da OAB e o Colégio de Presidentes das Seccionais enviaram ofício ao STF solicitando a conclusão de investigações de longa duração, em especial o Inquérito nº 4.781, conhecido como inquérito das fake news.
No documento encaminhado ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, a OAB manifesta preocupação com a permanência de procedimentos que considera de natureza expansiva e duração indefinida.
A entidade defende que a proteção da democracia deve caminhar ao lado da observância estrita do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório.
Fonte: metropoles
23/02/2026 15:38











