STJ afasta Marco Buzzi após denúncias de assédio sexual Ministro do STJ já havia pedido afastamento de 90 dias por problemas cardíacos; Corte analisa denúncias O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, unanimemente, afastar cautelarmente o ministro Marco Buzzi, após as denúncias de assédio sexual.
O magistrado já havia apresentado um pedido de afastamento do cargo por 90 dias por problemas cardíacos.
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De acordo com o STJ, a decisão ocorreu, nesta terça-feira, 10, em uma sessão extraordinária, em sindicância já instaurada para apurar as denúncias.
O afastamento é temporário e excepcional.
Neste período, Buzzi ficará impedido de utilizar o local de trabalho, veículo oficial e não terá acesso às demais prerrogativas relacionadas à sua função.
📊 Fatos e Dados
A Corte também designou uma uma sessão para 10 de março de 2026 para decidir sobre a sindicância dos casos.
A decisão do órgão ocorre no mesmo dia em que o ministro apresentou o atestado por problemas cardíacos.
Ainda nesta terça, ele também encaminhou uma mensagem aos colegas negando as acusações de que teria assediado sexualmente as duas mulheres.
🔍 Detalhes Importantes
No conteúdo, obtido pelo Terra, ele alegou estar internado sob acompanhamento cardíaco e emocional (veja na íntegra abaixo).
Denúncias De acordo com o Estadão, a primeira ocorreu na última semana, quando a família de uma jovem de 18 anos procurou ministros da Corte para relatar que ele teria tentado agarrar a jovem à força no mar, durante uma viagem de férias com os pais dela e a família de Buzzi, em Santa Catarina.
Já a segunda denúncia foi divulgada nesta semana, na qual uma mulher que trabalhou com o magistrado relatou "fatos análogos àqueles objeto de procedimento em curso".
Ambos os casos são investigados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
O STJ abriu uma sindicância para apurar o primeiro caso.
Uma nova sessão na Corte será realizada nesta terça para averiguar se será aberta uma nova sindicância para averiguar o segundo caso.
Ao jornal, os advogados João Costa, João Pedro Mello e Maria Fernanda Saad, que compõem a defesa de Buzzi, alegam que seu cliente "não cometeu qualquer ato impróprio".
A defesa afirma ainda que “vazamentos instantâneos de informações sigilosas sobre fatos não verificados são um truque sórdido”, e que “tribunais, com magistrados experientes e ritos depurados ao longo de séculos, não podem ser substituídos por ‘juízes’ e opiniões inflamadas”.
Carta de Buzzi
"Caros colegas,
Muito impactado com as notícias veiculadas e também por me encontrar internado em hospital, sob acompanhamento cardíaco e emocional, até o momento estive calado.
De modo informal soube de fatos contra mim imputados, os quais igualmente repudio.
Tudo está causando mágoas às pessoas da minha família e convivência.
📊 Informação Complementar
Creio que nos procedimentos já instauradas demonstrarei minha inocência.
Tenho quase 70 anos de idade, trajetória pessoal e profissional ilibadas, casamento feliz, de 45 anos, que frutificou três filhas amorosas e minha família está coesa ao meu lado.
Jamais adotei conduta que envergonhasse a família ou maculasse a magistratura.
Esse histórico não é invocado como prova de inocência, mas como elemento relevante de coerência biográfica, o que clama por cautela redobrada na apreciação das graves acusações.
Sem ainda compreender as razões das imputações feitas, lamento todo esse grande sofrimento e também desgaste da nossa Corte, revelando que estou submetido a dor, angústia e exposição que ninguém desejaria vivenciar.
De consciência tranquila, mas alma muitíssimo agitada, ante a prematura divulgação de informações, agradeço aqueles que me franquearam o benefício da dúvida.
Confio que, por meio de apuração técnica e imparcial, os fatos serão plenamente esclarecidos."
Fonte: terra
10/02/2026 13:10










