"Ficaram soterradas 10 pessoas, estas acabaram perdendo a vida no local, e cinco feridos.
Destes, três encontravam-se num estado grave, acabaram sendo transferidos ao Hospital Provincial de Chimoio, chegados lá um acabou perdendo a vida”, disse o porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Manica, Mouzinho Manasse.
As autoridades de saúde explicaram que das vítimas ainda internadas se encontram estável, apesar de ainda carecerem de cuidados médicos.
🧠 Análise da Situação
O secretário de Estado na província de Manica, Lourenço Lindonde, tinha explicado anteriormente que o acidente ocorreu na zona tida como `seis carros´, esclarecendo que “é a zona de grande concentração de jovens que procuram sustento.
É verdade que devemos procurar o sustento, mas essa procura do sustento tem de ser com base em regras, com base em comportamentos que evitem situações como estas, de mortes".
Segundo o responsável, o incidente que ocorreu dentro daquela mina, que registou nos últimos meses dezenas de mortos por mineração ilegal, resultou em 10 mortos e o resgate de cinco pessoas, três dos quais se encontram em estado grave.
💥 Impacto e Consequências
Lindonde defendeu ainda que a mineração deve ser feita com recurso a equipamentos apropriados e que os garimpeiros devem pagar os impostos que o Estado precisa para a arrecadação de receitas.
Em 16 de janeiro, pelo menos três garimpeiros morreram por asfixia num incidente com um gerador naquela mina de Vanduzi, conforme avançou na altura o ministro da Defesa moçambicano.
Cristóvão Chume, durante uma visita à mina "Seis carros", em Manica.
📊 Fatos e Dados
No dia 08 de janeiro, pelo menos uma pessoa morreu e outras duas ficaram gravemente feridas num desabamento na mesma mina em Manica, avançou na altura fonte do hospital provincial.
O incidente ocorreu quando um grupo de pessoas invadiu a mina para explorar os recursos, com populares a contabilizarem mais de 100 pessoas no local.
Contudo, há registo de que apenas três dos feridos, homens, deram entrada no Hospital Provincial de Manica.
Os incidentes sucedem numa altura em que vigora a medida do Governo de suspensão de atividades mineiras, como forma de travar a erosão e o arrastamento de terras, face aos impactos ambientais da atividade desordenada.
O Governo moçambicano anunciou, em dezembro, que as mineradoras tinham 90 dias para repor e estabilizar solos, bem como restaurar os caudais de rios afetados pela mineração.
O ministro dos Recursos Minerais e Energia recordou estarem em curso medidas para travar a degradação ambiental devido à exploração mineira.
Segundo Estêvão Pale, na província de Manica, onde a mineração foi suspensa, a Agência de Controlo de Qualidade Ambiental notificou em 28 de outubro “25 empresas mineiras para iniciarem o processo de reabilitação das áreas e reposição dos solos degradados resultantes das suas atividades de exploração”, enquanto na província de Tete uma comissão multissetorial avaliava o incumprimento dos planos ambientais.
O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, afirmou, em 17 de setembro, que a mineração está a causar um "desastre ambiental" na região, admitindo a suspensão total da atividade.
A suspensão das licenças mineiras em Manica ocorre após o executivo ter apreciado o relatório do comando operativo das Forças de Defesa e Segurança (FDS) que trabalhou naquela província entre 17 e 19 de julho, para avaliar a situação ambiental face à mineração.
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Fonte: noticiasaominuto
06/04/2026 17:28











