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Sem ação conjunta, EUA serão o grandão da turma fazendo bullying, diz professor da FGV

29 de julho de 2025
in EDUCAÇÃO, Internacional
Home EDUCAÇÃO
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Ao lado de pesquisadores do Kiel Institute for the World Economy, Emanuel Ornelas, professor da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas, defende que os países não deveriam buscar uma negociação isolada com os Estados Unidos.

A melhor estratégia, afirma ele, é buscar uma retaliação unificada, seguindo as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC).

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Hoje, de acordo com Ornelas e seus colegas, as tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já são um “tiro no pé” e devem reduzir o Produto Interno Bruto (PIB) em 1,2 ponto porcentual.

Se Brasil, União Europeia, Canadá, México e Coreia do Sul se unirem com medidas retaliatórias, esse impacto pode chegar a 1,7 ponto.

“Com todos esses países fazendo uma retaliação ao mesmo tempo, o impacto na economia americana é muito forte.

É muito mais forte e, consequentemente, vai gerar — como já gerou — pressões internas para que isso acabe.

Países negociando conjuntamente têm um poder de barganha maior e conseguem infligir mais dor aos Estados Unidos”, afirma Ornelas.

“Se a gente não fizer a coisa coordenada, vai ser o grandão da turma fazendo bullying com cada menininho menor recorrentemente”, diz.

A seguir os principais trechos da entrevista concedida ao Estadão.

O sr.

e seus colegas defendem uma coalização formada por União Europeia, Canadá, México, Brasil e Coreia do Sul para negociar e retaliar os Estados Unidos.

Por quê?

O sofrimento que o Brasil poderia causar na economia americana é muito pequeno.

Individualmente, isso é verdade para todos os países, inclusive para o Japão e, de certa forma, até para a União Europeia.

Com todos esses países fazendo uma retaliação ao mesmo tempo, o impacto na economia americana é muito forte.

É muito mais forte e, consequentemente, vai gerar — como já gerou — pressões internas para que isso acabe.

Países negociando conjuntamente têm um poder de barganha maior e conseguem infligir mais dor aos Estados Unidos.

A gente chegou no nível de globalização, com todos os benefícios que ela tem trazido nos últimos 80 anos, porque o mundo seguia um sistema de regras nas negociações multilaterais.

Ainda que o sistema nunca seja perfeito, tem uma série de estudos mostrando que esse sistema de comércio foi fundamental para o processo de globalização.

E ele tem regras.

Não apenas regras de negociação como também o fato de que, uma vez que você se compromete com uma estrutura de tarifas, você não pode aumentá-la a menos que renegocie antecipadamente com outros países.

O Trump, basicamente, ignora completamente esses acordos.

E o problema é que os países, ao negociar bilateralmente, também estão rasgando esse manual, essas regras.

Como é o caso do Japão…
Isso vale para a Indonésia, para o Vietnã.

O Japão está oferecendo 0% de tarifas para as exportações americanas.

De acordo com as regras da OMC, se um país está fazendo isso, tem de oferecer 0% para todos os outros, porque vale — ou valia — o princípio de não discriminação.

Na medida em que todos os países começam a se engajar em negociações bilaterais e fora do âmbito das regras, o sistema colapsa.

E é muito possível que ele colapse, não apenas na relação de cada país com os Estados Unidos, mas também na relação dos outros países entre eles, uma vez que ninguém está seguindo as regras.

Na OMC, existem regras.

É, obviamente, uma organização complexa, um grande contrato com 166 países.

Sempre vai ter problemas.

Sempre vai ter algum país que vai descumprir algum contrato, e isso já está previsto.

Mas está previsto também que a retaliação tem de ser proporcional.

O que a gente propõe é que esses países façam, primeiro, uma retaliação conjunta, para ter um peso maior.

Segundo, que façam de acordo com as regras da OMC.

Vamos seguir as regras de acordo com a história da organização, como está escrito e como todo mundo assinou.

Leia também
A gente manda uma mensagem para o resto do mundo de que esses países importantes vão continuar seguindo essas regras que nos trouxeram essa globalização nos últimos 80 anos.

Fazemos isso à espera de que, em algum momento, os Estados Unidos possam, possivelmente, não neste governo, mas no futuro, fazer o que faziam antes.

Eles foram os principais patrocinadores desse sistema durante várias décadas.

Qual seria o impacto se esse sistema colapsar?

Fica parecendo um pouco alarmista falar isso, mas corremos um risco verdadeiro de voltarmos aos anos 30, em termos de comércio internacional, onde o mundo era completamente desglobalizado.

E qual seria o impacto de uma retaliação conjunta?

📊 Informação Complementar

Tem de pensar em vários cenários.

Com as tarifas que estão cobrando dos outros países, os Estados Unidos já estão dando um tiro no pé.

Só com os EUA colocando tarifa nos outros países, eles perderiam 1,2 ponto porcentual no PIB.

Se esses países se coordenarem, a gente estima uma perda da ordem de 1,7 ponto porcentual para os Estados Unidos.

E aí, possivelmente, a coisa começa a ficar custosa o suficiente para que se tenha pressões internas.

Essa coalização seria importante então para que o Trump não escale mais diante também?

É claro que ele é todo errático, mas é o que se espera.

Nesses seis meses, em vários momentos em que a questão econômica interna acendeu o sinal amarelo, ele recuou.

Recuou lá no 2 de abril.

Em vez de implementar imediatamente as tarifas, deu três meses, porque o mercado acionário ficou maluco.

Depois, tiveram reclamações específicas de firmas e consumidores com relação a alguns produtos, tipo telefone celular e outros produtos eletrônicos.

Ele voltou atrás nesses produtos.

Ele, de fato, volta atrás quando sente a pressão muito forte.

E, nesse caso, seria uma pressão muito forte.

É só meu palpite pessoal, mas, independentemente de negociações, essas tarifas que foram ameaçadas não serão todas implementadas.

É muito custoso para ele e para o país.

No caso da tarifa de 50% para o Brasil, ainda que o País seja pequeno relativamente aos Estados Unidos, as pessoas vão parar de tomar café ou de beber suco de laranja, por exemplo?

Essas pressões vão se acumulando.

Os países que acabam negociando isoladamente podem sofrer uma nova escalada do Trump?

Na medida em que você mostra sua fraqueza, você aumenta a vulnerabilidade no futuro.

O que a gente almejaria, espera ou torce — não sei qual é o verbo mais adequado — é que esses países que ainda não chegaram a nenhum tipo de acordo consigam se unir e coordenar essa ação de retaliação.

E, eventualmente, mesmo esses outros países, como o Japão, possam voltar atrás e se juntar a esse grupo também.

Me parece difícil a gente conseguir uma coordenação desses países até 1º de agosto, daqui a poucos dias.

Mas a gente não acha que isso vai parar.

Virão novas rodadas de ameaça (dos EUA) e tentativas de negociação.

Se a gente não fizer a coisa coordenada, vai ser o grandão da turma fazendo bullying com cada menininho menor recorrentemente.

E como o sr.

avalia as negociações do Brasil?

Até onde acompanhei, os Estados Unidos não se mostraram abertos à negociação.

O que também é uma forma de pressão americana.

Ele fez isso com outros países também.

Coloca a tarifa, fala que vai negociar, coloca na geladeira até chegar na última hora.

Você vai estar mais desesperado, vai aceitar qualquer coisa.

Acho que a estratégia dos EUA é essa, o que só reforça o ponto de que essas negociações isoladas vão ter resultados que o Trump quer e que os outros países, inclusive o Brasil, não querem.

E qual será o impacto para o Brasil se a tarifa de 50% permanecer?

Na nossa simulação, temos um impacto de 0,5 ponto porcentual do PIB.

Obviamente, o problema maior é que esse 0,5 não é distribuído para toda a economia.

A maior parte das pessoas não vai nem perceber, mas teremos alguns grupos que vão sofrer bastante.

Tem também de separar o curto prazo do médio e longo prazo, porque vários dos produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos, especialmente os que são mais comoditizados, vão sofrer no curto prazo.

Mas são produtos que o Brasil consegue exportar para outros locais.

É claro que isso não é instantâneo.

No setor de manufaturas que ainda exportamos para os Estados Unidos, existem produtos muito específicos, que são difíceis de encontrar compradores em outros lugares.

Muitas vezes, são produtos que são feitos e desenhados para um comprador específico.

Esses setores tendem a sofrer mais.

Vão ter alguns setores sofrendo, mas, para a economia como um todo, não vai ser uma coisa desastrosa.

Vai ser mais desastrosa para os Estados Unidos.

Isso é verdade.


Fonte: estadao

29/07/2025 18:35

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