"Se há alguma das críticas que me fazem é que eu sou muito dado aos compromissos e à cultura de compromisso que nós devemos ter no nosso país.
Pois bem, aproveitem-na agora.
Aproveitem-na.
🌍 Contexto e Relevância
Estou à vossa disposição", disse hoje no Teatro Miguel Franco, em Leiria, num comício que encerrou o primeiro dia oficial de campanha para as eleições de 18 de janeiro.
Perante uma ‘casa cheia’ e cânticos de “vitória”, António José Seguro recordou o tempo em que, enquanto secretário-geral do PS no período da ‘troika’, cooperou com o Governo PSD/CDS-PP liderado por Pedro Passos Coelho.
"Eu sei como me acusam quando coopero, ou quando cooperei, quando era líder partidário, com outro Governo, num momento exigente da vida nacional, parecia que eu estava a cometer um crime.
🔍 Detalhes Importantes
Eu só estava a cometer uma coisa que eu considerava que era o essencial e a minha responsabilidade, que era defender o interesse nacional e defender os portugueses”, salientou, numa alusão à negociação de um acordo de salvação nacional em 2013.
"Só estava a fazer isso", justificou.
Ao longo da sua intervenção, salientou a necessidade de se alargar o “chão comum” da democracia portuguesa, considerando que este “não pode ser um chão com uma marca ideológica de metade dos portugueses deixando a outra metade de fora”.
🌍 O Cenário Atual de noticiasaominuto
Reiterando os alertas sobre a importância destas eleições para o equilíbrio do sistema político, assinalou que a direita “dispõe de dois terços na Assembleia da República, que lhe permite fazer uma revisão constitucional”.
"Faz sentido que não se tentem consensos com o Partido Socialista, ou com os outros partidos à esquerda do Partido Socialista?
Eu acho que não faz sentido nenhum.
E serei um Presidente que impulsionará essa cultura do compromisso, porque o contributo de todos enriquece a solução final", vincou.
Assim, para Seguro, “é tão importante que exista uma pessoa da área política diferente, do centro-esquerda, um moderado, uma pessoa de diálogo, uma pessoa de compromisso, uma pessoa equilibrada, como Presidente da República”.
"E não é por razões partidárias, é mesmo pelo interesse nacional.
Já viram o que seria uma segunda volta se ela fosse disputada apenas com dois candidatos de um campo político, neste caso da direita?
O que é que aconteceria à representação?
Pelo contrário, nós precisamos ter na Presidência da República alguém que equilibre o sistema político", justificou.
📊 Informação Complementar
Voltando à necessidade da "cultura de compromisso" e não de "trincheira", o candidato apoiado pelo PS concretizou que "a política ou serve para resolver os problemas das pessoas, ou não serve para absolutamente nada", uma frase que mereceu o aplauso do auditório.
Já sobre a sua proposta para um pacto para a saúde, que tem defendido desde o início da sua candidatura, reiterou que será um plano “com objetivos, com calendários, com metas, com orçamentos muito claros, que independentemente do Governo, haja este compromisso nacional”.
"Não descansarei enquanto esse pacto não for concretizado.
Não é um pacto de belas palavras, não.
Belas palavras não resolvem problemas", assinalou.
A fechar a sua intervenção, partilhou um "segredo" com o auditório, insistindo que acredita poder ser o candidato mais votado na primeira volta.
"Mas a vitória que nós vamos ter, se merecermos, como julgo que vamos merecer o apoio dos portugueses, não é a vitória do Seguro, nem a vitória contra ninguém.
É a vitória de Portugal e dos portugueses", disse.
[Notícia atualizada às 23h29]
Fonte: noticiasaominuto
04/01/2026 20:37











